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UE revisa implementação de controles de fronteira por filas em aeroportos

União Europeia revisa controles de fronteira automatizados após longas filas em aeroportos; Brunner promete ampliar esforços e suspender temporariamente dados biométricos em picos de movimento

Sistema Europeu de Entrada/Saída é um mecanismo automatizado que substitui o carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos
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  • A União Europeia vai redobrar os esforços para resolver problemas no Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES) de fronteiras, que tem provocado longas filas em aeroportos.
  • O novo sistema automatizado substitui o carimbo no passaporte pelo registro digital de dados biométricos; entrou em funcionamento em outubro de milênio de 2025 e, desde dezembro, coleta fotografia e impressões digitais, além de registrar datas de entrada e saída.
  • Aeroportos e companhias aéreas criticaram o sistema, apontando filas de até cinco horas em horários de pico; houve registro de filas de até nove horas no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
  • O comissário Magnus Brunner disse que a Comissão Europeia vai apoiar Estados-membros com dificuldades e que o sistema permite suspensões temporárias do registro biométrico durante a temporada de férias de verão de 2026, até início de setembro.
  • Desde outubro de 2025, 110 milhões de pessoas passaram pelo sistema na UE e mais de 44 mil tiveram entrada recusada, principalmente por falta de documento de viagem ou visto válido; outras causas podem incluir falta de pessoal e infraestrutura inadequada.

A União Europeia vai redobrar os esforços para resolver as falhas do novo sistema automatizado de controle de fronteira, implantado para registrar viajantes não europeus. A crítica veio do setor aéreo e foi reiterada pelo comissário responsável pelas questões migratórias, Magnus Brunner, em carta divulgada pela imprensa.

Segundo o documento, aeroportos e companhias aéreas afirmam que os tempos de espera podem chegar a até cinco horas nos picos de movimento. O sistema substitui o carimbo tradicional no passaporte pelo registro digital de dados biométricos, incluindo fotografia e impressões digitais.

O esquema entrou em funcionamento em outubro de 2025, com a coleta biométrica a partir de dezembro. A finalidade é monitorar permanências superiores ao permitido e recusa de entrada. Países da UE, Irlanda e Chipre, além de outros membros do espaço Schengen, já adotam o sistema.

Em alguns locais, o impacto foi imediato: houve relatos de filas largas nos guichês de imigração. Um exemplo citado envolve o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, onde registros apontaram filas de até nove horas.

A Comissão Europeia informou que vai apoiar Estados-membros com dificuldades e destacou a necessidade de ajustes durante a temporada de férias de verão de 2026. Brunner afirmou que o modelo foi implementado com prudência e prevê flexibilidade para suspender o registro biométrico em momentos de maior movimento.

O comissário ressaltou ainda que outros fatores, alheios aos controles, podem contribuir para atrasos, como insuficiência de pessoal e infraestrutura. Desde outubro de 2025, o novo sistema registrou 110 milhões de entradas e saídas na UE, com mais de 44 mil recusas, a maioria por falta de documento ou visto válido.

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