O Japão emitiu um alerta de tsunami nesta terça-feira (28) após um terremoto de magnitude 7,1 atingir o sudoeste do país. O tremor provocou o desabamento de prédios, deixou pessoas feridas, causou incêndios e interrompeu o fornecimento de energia para cerca de 45 mil residências e instalações na região de Kumamoto.
O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local na ilha de Kyushu e também atingiu o nível máximo 7 na escala japonesa de intensidade sísmica Shindo, utilizada para medir a intensidade dos abalos sentidos na superfície, informou a Agência Meteorológica do Japão.
O Japão emitiu um alerta de tsunami nesta terça-feira (28) após um terremoto de magnitude 7,1 atingir o sudoeste do país. O tremor provocou o desabamento de prédios, deixou pessoas feridas, causou incêndios e interrompeu o fornecimento de energia para cerca de 45 mil residências e instalações na região de Kumamoto.
O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local na ilha de Kyushu e também atingiu o nível máximo 7 na escala japonesa de intensidade sísmica Shindo, utilizada para medir a intensidade dos abalos sentidos na superfície, informou a Agência Meteorológica do Japão.
Powerful magnitude 7.1 earthquake struck Kumamoto, Japan 🇯🇵 (28.07.2026) pic.twitter.com/SHJxBEfLES
— Disaster News (@Top_Disaster) July 28, 2026
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que equipes de emergência ainda avaliam a dimensão dos estragos, mas confirmou que há vários feridos e danos significativos à infraestrutura.
“Ainda estamos avaliando a extensão dos ferimentos e dos danos materiais, mas fui informada de que há várias pessoas feridas”, disse a premiê.
Segundo ela, também foram registrados incêndios, quedas de energia, danos em estradas e pontes, além do desabamento de edifícios.
As autoridades mantêm o alerta de tsunami para áreas costeiras da região enquanto monitoram possíveis alterações no nível do mar.
País convive com forte atividade sísmica
O Japão está entre os países mais suscetíveis a terremotos no mundo por estar localizado sobre quatro grandes placas tectônicas, na borda ocidental do chamado Anel de Fogo do Pacífico. O arquipélago registra centenas de tremores todos os anos e concentra cerca de 18% dos terremotos registrados no planeta.
A maioria dos abalos é de baixa intensidade, mas eventos mais fortes podem causar grandes destruições, dependendo da profundidade do epicentro e da área atingida.
A região de Kumamoto já enfrentou uma tragédia semelhante em 2016, quando dois terremotos de magnitudes 6,5 e 7,3, com intervalo de apenas dois dias, deixaram 273 mortos e mais de 2.800 feridos.
Mais recentemente, em 25 de junho deste ano, um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o norte do Japão sem provocar mortes ou grandes danos. Já em 20 de abril, outro abalo, de magnitude 7,7, sacudiu o norte do país, deixou pelo menos 10 feridos e balançou edifícios altos em Tóquio.
Após esse episódio, as autoridades japonesas emitiram um alerta especial sobre o aumento do risco de ocorrência de terremotos de magnitude 8,0 ou superior.
O país ainda convive com a memória do terremoto submarino de magnitude 9,0 registrado em 2011, que desencadeou um tsunami devastador. O desastre deixou cerca de 18,5 mil mortos ou desaparecidos e provocou o acidente nuclear na usina de Fukushima, considerado o pior desde Chernobyl.
* Com informações da AFP
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