- O Estadão divulgou a política de uso de ferramentas de inteligência artificial para suas redações, com regras para criação, edição, transcrição, tradução, títulos e outros conteúdos.
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- Foi criado o Comitê de Inteligência Artificial do Grupo Estado, com representantes dos setores de Redação, Produto, Tecnologia, Jurídico e Auditoria, que terá reuniões mensais e poderá avaliar ferramentas, processos e treinamentos; o contato é comite.ia@estadao.com.
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- Regras centrais: revisão humana obrigatória em conteúdos gerados por IA, proteção de conteúdo proprietário e dados pessoais, e transparência para o leitor sobre o uso de IA.
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- Casos de uso permitidos incluem conteúdos com supervisão humana, ou, se homologados pelo Comitê, conteúdos sem revisão prévia; avisos ao leitor são exigidos conforme o tipo de conteúdo ou processo.
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- A política entra em vigor sob o rótulo novembro/2025, orientando a prevenção de desinformação e a governança de dados, mantendo padrões jornalísticos do Grupo Estado.
O Grupo Estado divulgou nesta quarta-feira, 22, sua nova política de uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) nas redações. O objetivo é orientar a produção de conteúdo, mantendo qualidade, ética e precisão jornalística. O documento acompanha a tendência mundial de adoção cuidadosa de IA.
A política define regras para conteúdos criados total ou parcialmente com IA, reforçando a supervisão humana em todas as etapas. Serviços como ChatGPT, Bard e outras plataformas são citados como ferramentas úteis quando usadas com responsabilidade. A ideia é equilibrar inovação e governança de dados.
Entre os pilares, destaca-se a exigência de revisão humana antes da publicação de conteúdos que utilizem IA. Também não podem ser inseridos dados proprietários, segredos de negócio ou informações sensíveis do Grupo Estado em ferramentas externas.
Comitê de IA
O Grupo Estado cria o Comitê de Inteligência Artificial para avaliar projetos editoriais, composto por representantes da Redação, Produto, Tecnologia, Jurídico e Auditoria. As deliberações ocorrem por consenso, com uso de um secretário da Auditoria Interna.
O comitê fica responsável pela homologação de ferramentas, atualização de diretrizes, treinamento de equipes e gestão de riscos. Também define condições para publicações automáticas, desde que aprovadas e com avisos aos leitores.
Transparência e avisos
Ao usar IA na criação ou edição de conteúdos, o leitor deve ser informado sobre o processo. Em conteúdos com Revisão Humana, o aviso indicará a participação da equipe editorial; em conteúdos sem Revisão, ficará explícito o uso automático da IA.
O documento ressalta ainda que conteúdos de alta sensibilidade, como política, economia e esportes, devem evitar ilustrações geradas por IA, exceto quando não houver imagens reais disponíveis, e estas devem ser meramente ilustrativas.
Outras diretrizes-chave
Não se deve inserir dados pessoais ou bases de dados proprietárias do Grupo em ferramentas de IA. Contratações de ferramentas passam pela avaliação do Comitê de IA. O uso de IA para transcrição, tradução e edição também segue regras de supervisão e verificação.
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