O Exército brasileiro vetou um evento conservador que estava programado para ocorrer no Clube dos Sargentos e Subtenentes de Curitiba, Paraná, no dia 24 de janeiro. O evento, organizado pelo grupo Conservador, tinha como objetivo discutir política e buscar apoio para a criação de um partido político. O grupo se autodenomina “o único partido genuinamente […]
O Exército brasileiro vetou um evento conservador que estava programado para ocorrer no Clube dos Sargentos e Subtenentes de Curitiba, Paraná, no dia 24 de janeiro. O evento, organizado pelo grupo Conservador, tinha como objetivo discutir política e buscar apoio para a criação de um partido político. O grupo se autodenomina “o único partido genuinamente de direita do Brasil” e se opõe a temas como aborto, liberação de drogas e a chamada “ideologia de gênero”. O clube, embora uma associação privada, é um imóvel da União e já recebeu mais de R$ 4 milhões em recursos federais.
O Comando Militar do Sul informou que o estatuto do clube proíbe atividades político-partidárias no local. Em comunicado, afirmaram que “o Comando da Guarnição de Curitiba determinou que não ocorra esse tipo de atividade nas dependências do Clube”. O advogado Levi de Andrade, que divulgou o evento, afirmou que os organizadores foram informados da proibição na tarde de terça-feira (14), após questionamento da reportagem. Andrade disse que o grupo já havia pago pela locação e que mudariam apenas o endereço do encontro.
José Carlos Bernardi, ex-comentarista da Jovem Pan e presidente do Conservador, seria um dos palestrantes. Ele já foi investigado pelo Ministério Público em 2021 por declarações polêmicas. Outros palestrantes incluíam influenciadores de extrema direita, como Marco Antônio Costa e o humorista Paulo Souza. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Romualdo Gama, também participaria com uma palestra sobre as expectativas da medicina em relação ao partido.
Bernardi inicialmente afirmou não ter sido informado sobre a proibição, mas depois disse que o grupo tinha locais alternativos para o evento. “Está tudo bem para nós”, declarou. O evento, que gerou controvérsia, reflete a polarização política atual no Brasil e a resistência de grupos conservadores em buscar espaços para suas ideias.
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