O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), preste depoimento à Polícia Federal em até 15 dias. A determinação surge após Mello afirmar em entrevista que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, “conversam muito”, apesar de uma […]
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), preste depoimento à Polícia Federal em até 15 dias. A determinação surge após Mello afirmar em entrevista que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, “conversam muito”, apesar de uma proibição imposta pelo STF. Moraes destacou que as declarações do governador indicam uma possível violação das medidas cautelares que proíbem o contato entre os dois investigados.
Na entrevista concedida ao programa “Direto ao Ponto”, Mello expressou a esperança de que Bolsonaro e Costa Neto possam se reunir em breve. Ele mencionou que Valdemar está “amargurado” com a proibição e que, para evitar encontros, ambos têm chegado a eventos em horários diferentes. A assessoria do PL negou que haja qualquer contato entre Valdemar e Bolsonaro, afirmando que o presidente do partido respeita as determinações do STF.
A fala de Mello gerou críticas dentro do núcleo bolsonarista em Santa Catarina, que vê a postura do governador como um desgaste político. Além disso, a insatisfação se intensificou após episódios em que aliados de Mello, como o deputado Ivan Naatz, criticaram publicamente a gestão de Bolsonaro. A relação entre Mello e o bolsonarismo também se complicou durante as eleições municipais, quando o PL apoiou candidatos considerados mais fisiológicos.
O inquérito em questão investiga uma suposta organização criminosa relacionada a tentativas de golpe após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Bolsonaro e Costa Neto estão entre os 40 indiciados, e a proibição de contato entre eles foi estabelecida em fevereiro do ano passado. A decisão de Moraes visa apurar as declarações de Mello e garantir o cumprimento das medidas cautelares.
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