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Advogado de Bolsonaro classifica delação de Cid como ‘absolutamente inaceitável’

- O advogado Celso Vilardi defende Jair Bolsonaro e criticou a delação de Mauro Cid. - Vilardi questionou a espontaneidade da delação, citando áudios de pressão da PF. - A delação resultou no indiciamento de Bolsonaro por graves acusações. - Cid negou coerção em depoimento ao STF, apesar das alegações de Vilardi. - Os casos incluem um suposto plano de assassinato e fraudes em vacinação.

Em entrevista à CNN, o advogado Celso Vilardi criticou a delação do tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal (PF), considerando-a “absolutamente inaceitável”. Vilardi, que se juntou à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em processos no Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano, questionou a espontaneidade do depoimento de Cid, afirmando que ele “produz afirmações de […]

Em entrevista à CNN, o advogado Celso Vilardi criticou a delação do tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal (PF), considerando-a “absolutamente inaceitável”. Vilardi, que se juntou à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em processos no Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano, questionou a espontaneidade do depoimento de Cid, afirmando que ele “produz afirmações de que ele disse o que as autoridades queriam ouvir”.

O advogado destacou que, embora não seja contra delações, considera problemático quando um delator traz informações novas apenas no final do inquérito. Ele se referiu a áudios vazados em março de 2024, onde Cid mencionava que agentes da PF o pressionavam a “falar coisas” que não havia dito. Apesar disso, Cid negou ter sido coagido em seu depoimento ao STF.

A delação de Cid teve implicações significativas, contribuindo para o indiciamento de Bolsonaro em investigações sobre um suposto plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Além disso, a delação envolveu a venda de joias sauditas recebidas pelo governo e um esquema de fraude em cartões de vacinação.

Em novembro, a PF apresentou um relatório ao STF, indicando que Cid havia omitido informações sobre seu conhecimento do plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes. Essa omissão levanta questões sobre a credibilidade da delação e suas consequências para os envolvidos.

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