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Policial militar é preso como segundo suspeito do assassinato de delator do PCC em SP

- O empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi assassinado em novembro de 2024. - O policial militar Ruan Silva Rodrigues foi preso como suspeito do crime. - Ao todo, 26 pessoas foram detidas, incluindo 17 policiais militares. - Gritzbach havia fechado um acordo de delação contra o PCC e policiais corruptos. - A investigação busca identificar o mandante do assassinato e outros envolvidos.

Um policial militar foi preso na terça-feira, 21 de novembro de 2024, suspeito de ser um dos atiradores responsáveis pela morte do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), no Aeroporto de Guarulhos. O soldado Ruan Silva Rodrigues, que atua na 3ª Companhia do 20º Batalhão da Polícia Militar, foi […]

Um policial militar foi preso na terça-feira, 21 de novembro de 2024, suspeito de ser um dos atiradores responsáveis pela morte do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), no Aeroporto de Guarulhos. O soldado Ruan Silva Rodrigues, que atua na 3ª Companhia do 20º Batalhão da Polícia Militar, foi detido dentro do batalhão em Barueri. Com essa prisão, o total de detidos no inquérito da Corregedoria da PM-SP sobe para 26, incluindo 17 policiais militares e cinco civis.

As investigações revelaram que Gritzbach, que havia fechado um acordo de delação premiada com o Ministério Público, foi assassinado em 8 de novembro de 2024, enquanto se preparava para embarcar. Ele foi atingido por dez tiros de fuzil, e o crime ocorreu em plena luz do dia, em uma área movimentada do aeroporto. O primeiro atirador foi preso na última quinta-feira, 16, e um tenente da PM, Fernando Genauro da Silva, foi identificado como o motorista do veículo utilizado na execução, que foi encontrado abandonado com munições e um colete balístico.

Além dos policiais militares, a namorada do olheiro Kauê do Amaral Coelho, que está foragido, também foi presa. Ela é acusada de ajudar no tráfico de drogas e de ser responsável por vender substâncias ilícitas. As investigações apontam que Gritzbach estava sob escolta de quatro policiais militares no dia do crime, mas não estava no programa de proteção a testemunhas, o que o levou a contratar segurança privada, incluindo policiais.

A Corregedoria da PM investiga a possível infiltração do PCC nas forças de segurança, uma vez que vários policiais foram identificados como envolvidos em atividades ilegais. O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que a força-tarefa continua a investigar e punir todos os envolvidos, ressaltando que não haverá tolerância a desvios de conduta. As investigações seguem em andamento para identificar os mandantes do crime, que podem ser membros da facção criminosa.

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