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Agronegócio se distancia de Lula e já busca candidatos da centro-direita para 2026

- O setor do agronegócio critica o governo Lula, rejeitando diálogo com o presidente. - Lideranças avaliam candidatos para 2026, destacando Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado. - A insatisfação se concentra na política fiscal e na segurança jurídica do governo. - O movimento "agrobolsonarista" cresce, atraindo apoio por propostas conservadoras. - Apesar das críticas, alguns setores elogiam a abertura de novos mercados para exportação.

O setor do agronegócio brasileiro está em conflito com o governo federal, avaliando possíveis candidatos para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), uma das principais entidades críticas ao governo, expressou descontentamento, com seu presidente, João Martins, afirmando que o país vive um […]

O setor do agronegócio brasileiro está em conflito com o governo federal, avaliando possíveis candidatos para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), uma das principais entidades críticas ao governo, expressou descontentamento, com seu presidente, João Martins, afirmando que o país vive um “desgoverno”. Apesar de manter diálogo com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, as lideranças do setor consideram que a relação com o governo permanece tensa, especialmente devido a declarações de outros ministros que vão contra os interesses do agronegócio.

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, destacou que o setor ainda não tem um candidato definido, mas que a escolha será da centro-direita. Ele expressou preocupações sobre o aumento do gasto público e a possibilidade de elevação de impostos, afirmando que “o caminho da arrecadação já bateu no limite faz tempo”. O deputado Pedro Lupion, líder da bancada ruralista, reforçou que a boa vontade do governo não se reflete em ações concretas, e que o setor enfrenta desafios relacionados à segurança jurídica e ao acesso ao crédito.

A insatisfação com a política fiscal do governo é um ponto central de discordância. O economista Felippe Serigati apontou que a expansão do gasto público pressiona a inflação e as taxas de juros, dificultando o financiamento das atividades do agronegócio. Apesar disso, o governo tem tentado melhorar a relação com o setor, liberando recursos para o Plano Safra e promovendo acordos de livre comércio, como o entre Mercosul e União Europeia. No entanto, Lula reconhece um “problema ideológico” que afasta o agronegócio do seu governo, com a participação do presidente em eventos do setor sendo escassa.

Nem todos os representantes do agronegócio estão insatisfeitos. Guilherme Coelho, da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), elogiou a abertura de novos mercados e o aumento das exportações. Ele destacou que a parceria com a Apex Brasil tem sido fundamental para o crescimento do setor. Enquanto isso, outras associações do agronegócio se declaram apartidárias e não comentaram sobre a situação atual. O Ministério da Agricultura também não se manifestou sobre as críticas.

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