Quatorze membros de uma seita religiosa na Austrália foram considerados culpados de homicídio culposo pela morte de Elizabeth Struhs, uma menina de oito anos que faleceu em janeiro de 2022 após a suspensão do tratamento com insulina para sua diabetes. O veredicto foi proferido na Suprema Corte de Queensland, onde o juiz Martin Burns destacou […]
Quatorze membros de uma seita religiosa na Austrália foram considerados culpados de homicídio culposo pela morte de Elizabeth Struhs, uma menina de oito anos que faleceu em janeiro de 2022 após a suspensão do tratamento com insulina para sua diabetes. O veredicto foi proferido na Suprema Corte de Queensland, onde o juiz Martin Burns destacou que a crença do grupo na cura divina impediu que a criança recebesse a assistência médica necessária. Durante seis dias, enquanto Elizabeth apresentava sintomas graves, os membros da seita mantiveram um culto de oração ao invés de buscar ajuda médica.
Elizabeth foi diagnosticada com diabetes tipo 1 em 2019 e morreu de cetoacidose, uma complicação resultante da falta de insulina. Os pais da menina, Jason e Kerrie Struhs, e o líder da seita, Brendan Stevens, foram inicialmente acusados de homicídio por indiferença, mas acabaram condenados por homicídio culposo. O juiz afirmou que a morte da criança era “inevitável” devido à recusa do grupo em administrar insulina ou procurar atendimento médico.
O tribunal ouviu depoimentos de 60 testemunhas e analisou centenas de provas durante o julgamento. O juiz ressaltou que, apesar de Elizabeth ser uma criança “vibrante e feliz”, a crença na cura divina levou seus pais e os membros da seita a negligenciar seu tratamento. Em uma reunião da igreja, Jason Struhs declarou que “Deus havia curado Elizabeth”, levando à suspensão do uso de insulina, o que resultou em sua deterioração.
Após a morte de Elizabeth, os membros da seita continuaram a orar e cantar, acreditando que poderiam ressuscitá-la. Jason Struhs só chamou os serviços de emergência 36 horas após a morte da filha, alegando que não podiam deixar um corpo em casa. O julgamento expôs a dinâmica do grupo, que rejeitava a medicina convencional, e a sentença será proferida em 11 de fevereiro. A irmã mais velha de Elizabeth expressou alívio com o veredicto, afirmando que a família buscava justiça há três anos.
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