A proposta de reforma do Imposto de Renda, que visa isentar trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais, foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Anunciada em novembro, a medida gerou reações negativas no mercado, que a interpretou como uma vitória política em detrimento do ajuste […]
A proposta de reforma do Imposto de Renda, que visa isentar trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais, foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Anunciada em novembro, a medida gerou reações negativas no mercado, que a interpretou como uma vitória política em detrimento do ajuste fiscal. O governo estima que a isenção custará R$ 35 bilhões anualmente, mas Haddad defende que será compensada pelo aumento da alíquota para os super ricos.
Em entrevista à GloboNews, Haddad reiterou a intenção de equilibrar a carga tributária entre ricos e pobres, afirmando que aqueles com renda superior a R$ 50 mil mensais deverão pagar um imposto mínimo. Embora não tenha revelado a alíquota exata, ele mencionou que será “relativamente baixa” em comparação com padrões internacionais. O foco do governo está em tributar dividendos, que atualmente são isentos para pessoas físicas, resultando em uma carga tributária menor para os mais ricos.
Lula, em entrevista à Rádio Metrópole, reforçou a importância da reforma para promover justiça social, destacando que a proposta busca garantir que os mais pobres paguem menos impostos. Ele criticou a atual estrutura tributária, que favorece grandes acionistas e executivos, e defendeu a taxação progressiva como prática comum em países desenvolvidos. O presidente expressou confiança na aprovação da reforma pelo Congresso, afirmando que a medida beneficiará a população.
Haddad também destacou que o imposto sobre consumo no Brasil é superior à média da OCDE, enquanto o Imposto de Renda é inferior. Ele reafirmou que a reforma incluirá compensações para a renúncia fiscal, visando garantir que os mais ricos contribuam de forma justa. A proposta, que ainda pode sofrer ajustes, está sendo discutida com a Advocacia Geral da União e deve ser apresentada ao Congresso em breve.
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