O general Tomás Ribeiro Paiva, comandante do Exército, visitou nesta sexta-feira (7) o general da reserva Walter Braga Netto, que está preso preventivamente por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Braga Netto, detido na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro, tem direito a uma cela especial e a visita […]
O general Tomás Ribeiro Paiva, comandante do Exército, visitou nesta sexta-feira (7) o general da reserva Walter Braga Netto, que está preso preventivamente por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Braga Netto, detido na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro, tem direito a uma cela especial e a visita durou cerca de 15 minutos, focando na saúde do ex-ministro e na assistência familiar. Desde que assumiu o comando, Paiva tem realizado visitas a militares detidos, e Braga Netto é o único atualmente na Vila Militar.
A prisão de Braga Netto, ocorrida em 14 de dezembro, se deu após investigações que o ligam a tentativas de obstruir a Justiça, ao buscar informações sobre o acordo de delação do tenente-coronel Mauro Cid. O ex-ministro é acusado de envolvimento em uma trama golpista para manter Jair Bolsonaro no poder e impedir a posse do presidente Lula. A Polícia Federal (PF) identificou que Braga Netto tentou controlar informações e alterar a realidade dos fatos apurados, o que levou à sua prisão preventiva.
A investigação revelou que Braga Netto teria incitado ataques virtuais a outros generais e dado orientações para disseminar mensagens que visavam deslegitimar o comandante do Exército. Além disso, ele é acusado de financiar um plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes, entregando dinheiro a militares envolvidos na operação. A PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) concordaram que sua liberdade representaria um risco à ordem pública e à produção de provas.
Braga Netto, que já foi ministro da Defesa e da Casa Civil, está preso em uma cela adaptada que conta com comodidades como televisão e ar-condicionado. Sua prisão será reavaliada após 90 dias, conforme o Código de Processo Penal. O caso segue sob análise da PGR, que deve apresentar uma denúncia em breve, enquanto a investigação da PF continua a revelar novos desdobramentos sobre a tentativa de golpe.
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