A Oficina para a Proteção Financeira do Consumidor (CFPB) dos Estados Unidos ordenou à empresa de remessas internacionais Wise o pagamento de uma multa de dois milhões de dólares por publicidade enganosa relacionada a custos e taxas de câmbio. Além disso, a empresa deverá restituir 450 mil dólares a clientes afetados. A decisão ocorreu após […]
A Oficina para a Proteção Financeira do Consumidor (CFPB) dos Estados Unidos ordenou à empresa de remessas internacionais Wise o pagamento de uma multa de dois milhões de dólares por publicidade enganosa relacionada a custos e taxas de câmbio. Além disso, a empresa deverá restituir 450 mil dólares a clientes afetados. A decisão ocorreu após a divulgação de um relatório que indicava que membros do Exército enfrentam custos mais altos para a compra de veículos.
Atualmente, as operações da CFPB estão paralisadas, com cerca de 1.600 funcionários instruídos a não trabalhar, seguindo um protocolo semelhante ao da USAID, que também foi desmantelada pela administração Trump. O fechamento temporário das oficinas foi ordenado pelo governo de Donald Trump, que também demitiu o diretor Rohit Chopra. Scott Bessent, secretário do Tesouro, assumiu interinamente a direção, mas foi substituído por Russell Vought, diretor do Escritório de Gestão do Orçamento da Casa Branca.
A nova liderança da CFPB enfrenta críticas, especialmente após a abertura de acesso à informação financeira por parte do Departamento de Eficácia do Governo (DOGE), liderado por Elon Musk. Musk, que possui interesses financeiros no setor, expressou apoio ao fechamento da CFPB, enquanto a Casa Branca listou ações da agência que considera problemáticas. O sindicato de funcionários federais já entrou com duas ações judiciais para contestar essas decisões.
A CFPB, criada após a crise financeira de 2008, tem sido fundamental na proteção dos consumidores, tendo lidado com mais de 6,8 milhões de queixas e disponibilizado mais de 21 bilhões de dólares em alívio financeiro. Especialistas alertam que as ações atuais podem comprometer a independência da agência e expor os consumidores a práticas financeiras predatórias, enquanto novas regulamentações, como as que limitam os custos de sobregiro, estão em risco de não serem implementadas.
Entre na conversa da comunidade