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Júri de ex-policial bolsonarista por assassinato de tesoureiro do PT se aproxima do fim no Paraná

- O ex-policial penal Jorge Guaranho é acusado de homicídio duplamente qualificado. - Guaranho alegou legítima defesa, mas não respondeu ao Ministério Público. - O crime ocorreu em julho de 2022, durante festa do tesoureiro do PT. - A defesa argumenta que Guaranho tem sequelas neurológicas e lapsos de memória. - Sentença do júri popular deve ser anunciada ainda hoje, 13 de abril de 2025.

O júri popular de Jorge Guaranho, ex-policial penal acusado de homicídio duplamente qualificado pelo assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT, teve início na terça-feira (11) e deve ser concluído nesta quinta-feira (13). O crime ocorreu em 9 de julho de 2022, durante a festa de aniversário de 50 anos de Arruda, que tinha temática […]

O júri popular de Jorge Guaranho, ex-policial penal acusado de homicídio duplamente qualificado pelo assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT, teve início na terça-feira (11) e deve ser concluído nesta quinta-feira (13). O crime ocorreu em 9 de julho de 2022, durante a festa de aniversário de 50 anos de Arruda, que tinha temática do partido. Guaranho, que invadiu a festa e disparou contra Arruda, alegou ter agido em legítima defesa após uma discussão política. As imagens da troca de tiros foram registradas por câmeras de segurança.

Nos dois primeiros dias de julgamento, foram ouvidas nove testemunhas, incluindo a viúva de Arruda, Pâmela Silva, que relatou a dor da perda e a ausência do marido na vida dos filhos. Guaranho, que chegou ao tribunal de muletas, se recusou a responder perguntas do Ministério Público, mas afirmou que sua intenção não era matar. Ele admitiu que a discussão começou quando seu filho foi atingido por terra jogada por Arruda, o que o deixou “com muita raiva”.

A defesa de Guaranho argumentou que ele sofre de sequelas neurológicas e não se lembra do crime. O advogado Samir Mattar Assad destacou que Guaranho tem um projétil alojado no cérebro, o que compromete sua memória. A defesa busca afastar a motivação política do crime, enquanto a acusação sustenta que a divergência política foi um fator crucial para o assassinato.

O julgamento, presidido pela juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, ocorre em Curitiba após pedidos de mudança de local para garantir a imparcialidade. A expectativa é que a sentença seja anunciada ainda nesta quinta-feira (13). A acusação pede a condenação de Guaranho por homicídio duplamente qualificado, considerando a motivação fútil e o perigo comum representado pelos disparos em um ambiente com outras pessoas.

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