Um mês após sancionar a proibição do uso de celulares nas escolas, o presidente Lula (PT) abordou o tema em Belém (PA) e criticou o uso excessivo do aparelho por estudantes. Durante a entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, ele afirmou: “Aluno tem que ir para a escola estudar, não para […]
Um mês após sancionar a proibição do uso de celulares nas escolas, o presidente Lula (PT) abordou o tema em Belém (PA) e criticou o uso excessivo do aparelho por estudantes. Durante a entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, ele afirmou: “Aluno tem que ir para a escola estudar, não para ficar no celular.” A regra se aplica a escolas públicas e particulares, com exceções para fins pedagógicos e emergências, como no caso de alunos diabéticos.
Lula também criticou a prática de pais que entregam celulares a crianças para acalmá-las, enfatizando a importância do afeto. “A criança precisa de colo, chamego, cafuné e carinho,” disse ele. O Brasil se junta a outros países que já implementaram restrições semelhantes, como França e Espanha. Segundo a Unesco, um em cada quatro países já possui leis que proíbem o uso de celulares nas escolas.
Em uma cerimônia relacionada à COP-30, Lula expressou preocupação com a “dependência digital” dos brasileiros. Ele alertou sobre os riscos de se tornar um “algoritmo” devido ao uso excessivo de celulares, que, segundo ele, prejudica a saúde e as relações pessoais. “Parem com isso, senão vocês vão morrer,” afirmou, destacando a necessidade de interação humana.
O presidente também relacionou o uso excessivo de celulares à disseminação de fake news, afirmando que a democracia enfrenta riscos devido à propagação de mentiras. Ele elogiou a proibição dos celulares nas escolas, afirmando que deseja que os jovens sejam “humanistas, e não algoritmos.” O governo federal está trabalhando em regulamentações para as redes sociais, buscando maior controle sobre a disseminação de informações.
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