A Comissão de Petições do Parlamento Europeu iniciou uma investigação sobre o projeto urbanístico de Los Carriles-Valgrande, em Alcobendas, que prevê a construção de 8.600 residências em uma área natural. A solicitação foi feita pela Plataforma Salvemos Los Carriles, que considera o projeto um “delito medioambiental” e uma violação da legislação europeia. A organização celebrou […]
A Comissão de Petições do Parlamento Europeu iniciou uma investigação sobre o projeto urbanístico de Los Carriles-Valgrande, em Alcobendas, que prevê a construção de 8.600 residências em uma área natural. A solicitação foi feita pela Plataforma Salvemos Los Carriles, que considera o projeto um “delito medioambiental” e uma violação da legislação europeia. A organização celebrou a abertura da investigação, destacando a necessidade de respostas efetivas à crise ecológica atual.
O projeto, aprovado em 16 de setembro, abrange quase 220 hectares, anteriormente utilizados para atividades agrícolas e pecuárias. Dentre as novas construções, 4.638 unidades terão algum tipo de proteção, enquanto 860 serão chalés de luxo. Ecologistas alertam que a obra impactará negativamente a biodiversidade local, afetando corredores ecológicos que conectam áreas protegidas como o Monte de El Pardo e o Parque Regional da Cuenca Alta do Manzanares.
Esther Ortega, da plataforma ecologista, expressou gratidão à União Europeia pela atenção ao caso, enfatizando a importância do espaço natural para a saúde e bem-estar da população. O município de Alcobendas, por sua vez, afirmou que estava ciente da denúncia, mas não da investigação. O governo local defendeu que o plano foi submetido a trâmites ambientais adequados, com um parecer favorável da Direção Geral de Avaliação Ambiental.
Embora a construção não esteja paralisada, a luta contra o projeto já resultou em vitórias judiciais para os opositores. O Tribunal Superior de Justiça de Madrid havia dado uma decisão favorável, mas o caso ainda está sendo analisado pelo Tribunal Supremo. O município argumenta que a decisão do TSJM não invalidou a maior parte dos argumentos apresentados pelos ecologistas, limitando-se a um aspecto formal da tramitação ambiental.
Entre na conversa da comunidade