Sob a liderança da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, uma reunião da cúpula do partido resultou na alteração do regimento interno, permitindo a reeleição de parlamentares e dirigentes que já tenham cumprido três mandatos consecutivos. Essa contagem começou em 2011, após uma mudança no estatuto. A flexibilização não é inédita, já que no ano passado […]
Sob a liderança da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, uma reunião da cúpula do partido resultou na alteração do regimento interno, permitindo a reeleição de parlamentares e dirigentes que já tenham cumprido três mandatos consecutivos. Essa contagem começou em 2011, após uma mudança no estatuto. A flexibilização não é inédita, já que no ano passado foi permitida a reeleição de vereadores nas eleições municipais. Luiz Inácio Lula da Silva teria apoiado a mudança, argumentando que a proibição da reeleição de mais de 30 parlamentares poderia enfraquecer a bancada petista no Congresso a partir de 2027, afetando a governabilidade.
Durante a reunião, houve tensão entre os membros, especialmente em relação ao quórum necessário para a votação. Valter Pomar, ligado à Articulação de Esquerda, defendeu que seriam necessários dois terços do Diretório, enquanto Jilmar Tatto considerou desnecessária essa maioria qualificada. Pomar já havia criticado a proposta em seu blog, questionando a lógica de “eternizar” cargos. A proposta foi aprovada com 60 votos a favor, 27 contra e cinco abstenções. Alguns membros contrários à mudança cogitam levar o assunto à Justiça, alegando falta de discussão transparente.
A mudança foi ironicamente chamada de “Emenda Gleide Andrade”, pois permite que a tesoureira do partido concorra à reeleição. Gleisi também poderia buscar um novo mandato, embora aliados descartem essa possibilidade. O deputado Airton Cirilo ressaltou que a decisão valoriza os quadros experientes para enfrentar a ascensão da extrema-direita. Além disso, a reunião decidiu manter a eleição direta para a presidência do partido, com 61 votos a favor e 24 contra, derrotando a proposta de escolha por congresso interno. A eleição do novo presidente do PT está agendada para 6 de julho.
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