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STJ autoriza filho de Cristian Cravinhos a remover nome do pai de seus documentos

- O STJ decidiu que o filho de Cristian Cravinhos pode retirar seu nome dos documentos. - O jovem, de 26 anos, já havia removido o sobrenome Cravinhos em 2009. - A decisão considerou o constrangimento enfrentado pelo rapaz na vida escolar e profissional. - Cristian teve contato com o filho apenas três vezes em 26 anos, sem vínculo. - Outros envolvidos no crime também mudaram de sobrenome, buscando se desvincular.

A Segunda Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, por unanimidade, que o filho de Cristian Cravinhos, envolvido no assassinato de Marisa e Manfred von Richthofen em 2002, pode retirar o nome do pai de seus documentos. O pedido, feito pelo jovem de 26 anos, foi fundamentado na ausência de relação com Cristian e […]

A Segunda Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, por unanimidade, que o filho de Cristian Cravinhos, envolvido no assassinato de Marisa e Manfred von Richthofen em 2002, pode retirar o nome do pai de seus documentos. O pedido, feito pelo jovem de 26 anos, foi fundamentado na ausência de relação com Cristian e no constrangimento enfrentado ao longo da vida devido ao crime.

Na época do crime, o rapaz tinha apenas três anos. A decisão do STJ permite a anulação da paternidade, que já havia sido parcialmente concedida em 2009, quando o jovem conseguiu remover o sobrenome Cravinhos, mas ainda mantinha Cristian como pai em registros oficiais. Agora, ele poderá romper legalmente com o genitor, que teve contato com o filho apenas em três ocasiões nos últimos 26 anos.

A relatora do caso considerou “horrível” o recurso de Cristian contra o processo. A questão chegou ao STJ após o pai de Suzane von Richthofen tentar impedir a anulação de sua paternidade. O jovem já havia obtido o mesmo direito na Justiça paranaense. Outros envolvidos no crime também se desvincularam de seus sobrenomes, como o irmão de Cristian, Daniel, e Suzane, que adotou o sobrenome da avó.

Atualmente, Cristian Cravinhos cumpre pena de 38 anos na Penitenciária de Tremembé. Ele foi condenado pela morte da mãe de Suzane e voltou ao presídio em 2018 após tentar subornar policiais enquanto estava em regime aberto.

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