O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou, nesta quinta-feira, sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele corre o risco de prisão. Durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) nos Estados Unidos, Eduardo comparou a situação do pai às perseguições políticas em regimes autoritários, […]
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou, nesta quinta-feira, sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele corre o risco de prisão. Durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) nos Estados Unidos, Eduardo comparou a situação do pai às perseguições políticas em regimes autoritários, como na Venezuela, Cuba e Nicarágua. Ele pediu orações para o ex-presidente e para os brasileiros presos após os ataques de 8 de janeiro, mencionando a busca por anistia no Congresso.
Eduardo criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de usar sua posição para censurar opositores e controlar narrativas. Ele descreveu o Brasil como um “laboratório para censura e autoritarismo judicial”, afirmando que o sistema judicial está sendo utilizado para perseguir conservadores e cristãos. O deputado também fez referência à prisão do ex-deputado Daniel Silveira, destacando a instrumentalização da Justiça contra opositores.
Além disso, Eduardo Bolsonaro ironizou a denúncia da PGR, chamando-a de “golpe da Disneylândia”, e questionou a falta de provas nas acusações. Ele mencionou que, caso seu pai não possa concorrer nas eleições de 2026, o Brasil estaria vulnerável à influência da China. O deputado também insinuou que organizações brasileiras teriam recebido financiamento da Usaid para influenciar as eleições de 2022, embora as entidades neguem as acusações.
Por fim, Eduardo reiterou que, apesar das ameaças de prisão, seu pai não será acusado de corrupção. Ele citou a delação do tenente-coronel Mauro Cid, que revelou divergências entre os filhos de Bolsonaro sobre uma suposta tentativa de golpe, indicando que Eduardo apoiava a ideia, enquanto Flávio se opunha. A PGR denunciou Jair Bolsonaro e outros 32 indivíduos por suposta participação em um plano para manter o ex-presidente no poder após a derrota nas eleições de 2022.
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