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Grupo protesta em frente ao prédio do general acusado de tortura a Rubens Paiva

- O filme "Ainda estou aqui" retrata a história de Rubens Paiva, vítima da ditadura. - O Levante Popular da Juventude protestou contra o general José Antônio Belham. - O STF revisará a validade da Lei da Anistia para militares envolvidos em crimes. - Manifestantes exigiram justiça e responsabilização por torturas e assassinatos. - A mobilização ocorreu após agressão a Marcelo Rubens Paiva em evento em SP.

Na manhã de segunda-feira, 24 de fevereiro de 2024, o Levante Popular da Juventude organizou um protesto em frente ao prédio do general reformado do Exército José Antônio Nogueira Belham, acusado de tortura e homicídio do ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar. A mobilização ocorreu na Rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, e teve […]

Na manhã de segunda-feira, 24 de fevereiro de 2024, o Levante Popular da Juventude organizou um protesto em frente ao prédio do general reformado do Exército José Antônio Nogueira Belham, acusado de tortura e homicídio do ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar. A mobilização ocorreu na Rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, e teve como objetivo cobrar justiça e reavaliar a aplicação da Lei da Anistia em casos de crimes de desaparecimento forçado e tortura.

Belham, que foi comandante do DOI-Codi do 1º Exército, foi apontado pela Comissão Nacional da Verdade em 2014 como um dos responsáveis pela morte de Paiva em 1971. O Ministério Público Federal já denunciou Belham e outros quatro militares pelo homicídio, mas o processo está atualmente arquivado devido à anistia. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal decidiu reavaliar a validade dessa anistia, o que motivou a pressão dos manifestantes.

Durante o ato, os participantes exibiram cartazes com fotos de Paiva e outras vítimas da ditadura, entoando gritos de justiça. A frase “Ainda estamos aqui” foi pintada no asfalto em referência ao livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, que inspirou o filme homônimo, concorrente ao Oscar 2025. O protesto também incluiu um jogral em que os manifestantes chamaram Belham de torturador, exigindo que ele e outros militares sejam responsabilizados por seus crimes.

O protesto ocorreu um dia após Marcelo Rubens Paiva ter sido agredido durante um desfile em São Paulo, onde um folião atirou objetos em sua direção. Ele é porta-estandarte do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta desde 2009 e estava sendo homenageado no evento. A mobilização destaca a luta contínua por justiça e memória em relação aos crimes da ditadura militar no Brasil.

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