No início de seu pontificado, em 2013, o papa Francisco assinou uma carta de renúncia em caso de impedimento por motivos médicos. O documento foi entregue ao cardeal Tarcisio Bertone, que era o Secretário de Estado na época. Essa informação foi revelada em 2022, durante uma entrevista do papa ao jornalista Julián Quirós, do jornal […]
No início de seu pontificado, em 2013, o papa Francisco assinou uma carta de renúncia em caso de impedimento por motivos médicos. O documento foi entregue ao cardeal Tarcisio Bertone, que era o Secretário de Estado na época. Essa informação foi revelada em 2022, durante uma entrevista do papa ao jornalista Julián Quirós, do jornal espanhol ABC. O papa afirmou: “Eu já assinei minha renúncia. Assinei a renúncia e disse a ele que em caso de impedimento médico ou algo do tipo”.
Atualmente, a localização dessa carta permanece desconhecida, mas sua existência gerou especulações, especialmente considerando o estado de saúde do papa, que se encontra crítico após uma crise respiratória asmática. O Vaticano informou que ele precisou de alto fluxo de oxigênio e transfusões de sangue desde o dia 22. Desde sua eleição, o papa Francisco tem comentado sobre a renúncia de Bento XVI, destacando que isso abriu novos caminhos para a Igreja, mas que ele adotaria uma abordagem diferente.
O papa Francisco indicou que, se renunciasse, preferiria ser chamado de “bispo de Roma emérito” em vez de “papa emérito”, como foi o caso de Bento XVI. Ele também afirmou que não usaria a batina papal e não residiria no Vaticano, sugerindo a possibilidade de viver na Basílica de São João de Latrão, onde se dedicaria a atividades pastorais. Em 2018, uma carta de Paulo VI foi divulgada, na qual ele também manifestava a intenção de renunciar em caso de doença incapacitante, sendo um dos primeiros documentos a abordar essa questão.
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