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Itaipu destina R$ 240 milhões para aquisição de terras a comunidades indígenas após 42 anos

- Itaipu Binacional destinará R$ 240 milhões para adquirir 3.000 hectares para os Avá-Guarani. - A decisão é resultado de ação judicial da Advocacia-Geral da União (AGU) por reparação. - A construção da usina em 1982 causou deslocamento e destruição de espaços sagrados indígenas. - A compra de terras visa garantir dignidade e qualidade de vida aos quase 6 mil indígenas. - A homologação do acordo será feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após assinatura.

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A Itaipu Binacional anunciou a destinação de R$ 240 milhões para a aquisição de 3.000 hectares de terras, que beneficiarão as comunidades Avá-Guarani no oeste do Paraná. Essa decisão, aprovada pelo Conselho de Administração da empresa, é uma resposta a uma ação judicial da Advocacia-Geral da União (AGU) que busca reparação aos indígenas impactados pela […]

A Itaipu Binacional anunciou a destinação de R$ 240 milhões para a aquisição de 3.000 hectares de terras, que beneficiarão as comunidades Avá-Guarani no oeste do Paraná. Essa decisão, aprovada pelo Conselho de Administração da empresa, é uma resposta a uma ação judicial da Advocacia-Geral da União (AGU) que busca reparação aos indígenas impactados pela construção do reservatório da usina hidrelétrica, iniciada em outubro de 1982.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou que a medida representa um compromisso histórico da empresa com as comunidades indígenas, visando proporcionar mais segurança, dignidade e qualidade de vida. A construção do reservatório, que é o sétimo maior lago artificial do Brasil, resultou na inundação de 1.350 quilômetros quadrados, afetando diretamente as terras cultivadas pelos indígenas e destruindo espaços sagrados, como cemitérios e casas de reza.

Desde a remoção das comunidades na década de 1980, os conflitos por terra entre fazendeiros e indígenas se intensificaram. A região conta com a presença da Força Nacional para conter esses conflitos, que incluem episódios de violência, como o ocorrido em setembro do ano passado, quando um indígena tomou um fuzil de um agente de segurança em Terra Roxa (PR). A compra das terras é uma demanda antiga dos indígenas, que atualmente ocupam propriedades particulares.

O acordo judicial envolve várias entidades, incluindo o Ministério Público Federal (MPF), a Funai e o Incra, e será submetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para homologação. As terras a serem adquiridas serão selecionadas pela Funai e avaliadas pelo Incra, beneficiando cerca de seis mil pessoas em 31 comunidades nos municípios de São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Santa Helena, Terra Roxa e Guaíra.

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