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Ministro menciona ‘tentativa de golpe’ em evento com Lula e Tarcísio no Porto de Santos

- O ministro Rui Costa causou constrangimento ao mencionar a denúncia contra Bolsonaro. - O público gritou "sem anistia", evidenciando a tensão política no evento. - Costa criticou a falta de apoio do governo federal a projetos na Bahia. - O túnel Santos-Guarujá, com custo de R$ 6 bilhões, é a obra mais cara do Novo PAC. - A cerimônia simboliza a nova relação entre governo federal e estaduais, após anos de tensão.

Durante a cerimônia de lançamento do edital para a concessão do túnel submerso Santos-Guarujá, no Porto de Santos (SP), o discurso do ministro da Casa Civil, Rui Costa, gerou constrangimento ao mencionar a tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento contou com a presença do presidente Lula e do governador de São […]

Durante a cerimônia de lançamento do edital para a concessão do túnel submerso Santos-Guarujá, no Porto de Santos (SP), o discurso do ministro da Casa Civil, Rui Costa, gerou constrangimento ao mencionar a tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento contou com a presença do presidente Lula e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que se mostraram visivelmente desconfortáveis. O público reagiu com gritos de “sem anistia”, enquanto Costa falava sobre a importância da democracia.

O ministro destacou a necessidade de valorizar a democracia, lembrando que “nós, seres humanos, às vezes só valorizamos as coisas quando nós perdemos”. Ele também mencionou a parceria entre os governos federal e estadual para a construção do túnel, que tem um custo estimado de R$ 6 bilhões, sendo a obra mais cara do Novo PAC. Costa, que foi governador da Bahia até o final de 2022, lamentou não ter tido a oportunidade de assinar contratos durante os governos anteriores.

Costa criticou a falta de credenciamento de um hospital construído em seu estado pelo SUS e recordou um contrato com o Banco do Brasil que foi cancelado após a saída de Dilma Rousseff. Ele enfatizou que “contrato é para ser honrado e para ser cumprido”, referindo-se à decisão do STF que manteve o acordo. O ministro também comentou sobre a importância de eventos como o lançamento do edital, que deveriam ser comuns na democracia.

Após o discurso de Rui Costa, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também se pronunciou, mas foi interrompido por novos gritos de “sem anistia”. Motta, que é aliado de Tarcísio no Republicanos, teve que iniciar seu discurso em meio à manifestação do público, evidenciando a tensão política presente no evento.

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