O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou o fim de uma licença concedida à Chevron para operar na Venezuela e exportar petróleo. A decisão foi tomada após acusações de que o presidente Nicolas Maduro não avançou nas reformas eleitorais e no retorno dos migrantes. A Chevron terá até 3 de […]
O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou o fim de uma licença concedida à Chevron para operar na Venezuela e exportar petróleo. A decisão foi tomada após acusações de que o presidente Nicolas Maduro não avançou nas reformas eleitorais e no retorno dos migrantes. A Chevron terá até 3 de abril para cessar suas exportações do país, conforme a atualização da licença divulgada pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
A medida foi criticada pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, que a classificou como “uma decisão prejudicial e inexplicável”. A Chevron, em parceria com a estatal PDVSA, é responsável por mais de 25% da produção de petróleo da Venezuela, o que torna a decisão impactante para a economia local. Desde 2022, a licença permitia à Chevron exportar mais de 200.000 barris de petróleo bruto diariamente.
A reeleição de Maduro em 2024 foi validada pela autoridade eleitoral e pelo tribunal superior da Venezuela, mas enfrenta forte contestação da oposição e dos Estados Unidos. O governo venezuelano rejeita as sanções impostas, considerando-as ilegítimas e parte de uma “guerra econômica” destinada a desestabilizar o país. O Departamento do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) não forneceu mais informações sobre a reversão da licença.
A situação reflete a crescente tensão entre os EUA e a Venezuela, com implicações significativas para a indústria petrolífera e a economia venezuelana. A falta de resposta imediata do Ministério das Comunicações da Venezuela sobre a medida também destaca a complexidade das relações bilaterais.
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