Mariano Rajoy, ex-presidente do Governo espanhol e líder do Partido Popular (PP), compareceu ao Congresso de Deputados para responder sobre sua responsabilidade em casos de corrupção envolvendo sua administração. Durante o depoimento, Rajoy evitou responder diretamente às perguntas sobre operações ilegais do Ministério do Interior, alegando ignorância e desmemória. Ele afirmou: “Me custa falar de […]
Mariano Rajoy, ex-presidente do Governo espanhol e líder do Partido Popular (PP), compareceu ao Congresso de Deputados para responder sobre sua responsabilidade em casos de corrupção envolvendo sua administração. Durante o depoimento, Rajoy evitou responder diretamente às perguntas sobre operações ilegais do Ministério do Interior, alegando ignorância e desmemória. Ele afirmou: “Me custa falar de lo que no sé”, e se esquivou de questões sobre a perseguição a adversários políticos e espionagem ilegal.
Os deputados questionaram Rajoy sobre reuniões que planejavam ações contra líderes independentistas e sobre o caso de espionagem ao ex-tesoureiro do PP, Luis Bárcenas. Rajoy negou qualquer envolvimento, afirmando que não tinha conhecimento das operações e que não havia dado instruções para espionagem. O ex-ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz, também negou a existência de reuniões gravadas que discutiam estratégias contra opositores.
Rajoy tentou justificar seu legado ao mencionar a crise econômica que enfrentou e a sucessão na chefia do Estado, mas suas respostas foram frequentemente interrompidas por deputados que criticavam sua falta de clareza. A discussão incluiu referências a um relatório que acusava Pablo Iglesias, do Podemos, de receber dinheiro de fontes ilegais, ao qual Rajoy respondeu que nunca teve conhecimento.
O ex-presidente reiterou que não estava ciente de investigações e relatórios que envolviam seu governo, afirmando que “jamais conheci o informe PISA” e que não tinha informações sobre as alegações de corrupção que afetavam o PP. A sessão, marcada por tensões e interrupções, expôs a resistência de Rajoy em abordar diretamente as acusações que pesam sobre sua administração.
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