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Mariana se recusa a assinar acordo de reparação que atraiu 26 municípios afetados

- Apenas 26 dos 49 municípios elegíveis assinaram o novo acordo de reparação. - Mariana, a cidade mais afetada, não aderiu e busca R$46 bilhões em indenizações. - O acordo prevê R$6,1 bilhões em 20 anos, mas muitos municípios o consideram insuficiente. - A adesão ao acordo exige renúncia de ações judiciais, complicando a decisão. - O STF negou prorrogação do prazo de adesão, encerrando a oportunidade para municípios.

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Apenas 26 dos 49 municípios afetados pela tragédia de Mariana (MG) aderiram ao novo acordo de reparação, cujo prazo se encerrou nesta quinta-feira. O acordo, que prevê o pagamento de R$ 6,1 bilhões em 20 anos, foi homologado em outubro de 2023 após longas negociações. A Samarco, responsável pelos pagamentos, é uma joint venture da […]

Apenas 26 dos 49 municípios afetados pela tragédia de Mariana (MG) aderiram ao novo acordo de reparação, cujo prazo se encerrou nesta quinta-feira. O acordo, que prevê o pagamento de R$ 6,1 bilhões em 20 anos, foi homologado em outubro de 2023 após longas negociações. A Samarco, responsável pelos pagamentos, é uma joint venture da Vale e BHP. A baixa adesão se deve, em parte, à participação de várias cidades em uma ação judicial contra a BHP em Londres, que busca indenizações bilionárias.

Mariana, a cidade mais impactada, não assinou o acordo, apesar de ter direito a R$ 1,3 bilhão. A prefeitura criticou a distribuição desigual dos recursos, que favorece os governos estaduais e a União. Das cidades que assinaram, 13 estavam na ação inglesa e precisaram desistir dela. O escritório Pogust Goodhead, que representa os municípios na ação, confirmou a desistência de apenas oito prefeitos até o momento.

Enquanto isso, 21 municípios que não aderiram ao acordo entraram com uma nova ação judicial pedindo R$ 46 bilhões por danos morais coletivos, alegando que o valor do acordo é insuficiente. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou um pedido para prorrogar o prazo de adesão ao acordo, que visa encerrar todas as ações judiciais relacionadas ao desastre de 2015, quando a barragem do Fundão se rompeu, resultando em 19 mortes e poluição do Rio Doce.

Os moradores afetados terão mais de três meses para decidir sobre a adesão ao acordo, que prevê uma indenização individual de cerca de R$ 35 mil. Além disso, existem indenizações especiais para pescadores e agricultores impactados pela contaminação. O total a ser pago pela Samarco e suas controladoras pode chegar a R$ 170 bilhões, considerando valores já gastos e novos pagamentos.

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