Davi Kopenawa, líder yanomami, não compareceu a Barcelona como em 1985, mas sua presença impressionou. Com 67 anos, ele foi convidado pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB) e participou de um diálogo com antropólogas, reunindo cerca de quinhentas pessoas. Kopenawa, que receberá uma Distinção honorífica da Universidade de Barcelona por sua defesa da […]
Davi Kopenawa, líder yanomami, não compareceu a Barcelona como em 1985, mas sua presença impressionou. Com 67 anos, ele foi convidado pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB) e participou de um diálogo com antropólogas, reunindo cerca de quinhentas pessoas. Kopenawa, que receberá uma Distinção honorífica da Universidade de Barcelona por sua defesa da diversidade biológica, abordará temas como a emergência climática e a luta dos povos indígenas.
Em uma coletiva de imprensa, Kopenawa alertou que os xapiri, espíritos da natureza, estão “enfadados” com a exploração da Amazônia. Ele pediu apoio para proteger a terra e a selva, destacando a necessidade de pressão contra os destruidores e exploradores. O chamã, que lançou recentemente o livro “A queda do céu”, enfatizou a importância de ouvir os povos da selva e a conexão entre suas lutas e as dos indígenas norte-americanos.
Kopenawa criticou a exploração desenfreada da terra, mencionando a dificuldade em obter reconhecimento legal para o território yanomami e as consequências da presença de mineradores ilegais. Ele lamentou a falta de respeito dos brancos pela natureza e destacou que a Amazônia é resultado da ação de seus ancestrais. O líder indígena também abordou a situação atual de seu povo, que enfrenta problemas como desnutrição e doenças devido à contaminação.
Por fim, Kopenawa fez um apelo para que todos cuidem de seus ambientes naturais e lutem contra o mudança climática, que afeta a Amazônia. Ele se posicionou como um defensor da terra, ressaltando que os yanomami são hoje guerreiros do planeta, buscando preservar o que resta da natureza em um mundo em constante exploração.
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