A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), anunciou nesta segunda-feira que não pretende mais se candidatar à presidência da República. Em entrevista ao programa Roda Viva, a ex-senadora e deputada federal licenciada afirmou que foi “convencida” a se candidatar a deputada, destacando: “Não serei mais candidata à presidência da República. […]
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), anunciou nesta segunda-feira que não pretende mais se candidatar à presidência da República. Em entrevista ao programa Roda Viva, a ex-senadora e deputada federal licenciada afirmou que foi “convencida” a se candidatar a deputada, destacando: “Não serei mais candidata à presidência da República. Não me coloco nesse lugar.” Marina, que já disputou a presidência em três ocasiões, teve sua melhor performance em 2014, quando ficou em terceiro lugar.
Na eleição de 2014, Marina assumiu a candidatura após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo. Ela foi vista como uma “terceira via” na disputa entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), chegando a ameaçar a candidatura de Aécio nas pesquisas. Contudo, sua campanha perdeu força na semana que antecedeu o primeiro turno, resultando em 21% dos votos válidos, contra 34% de Aécio. A ministra atribuiu essa queda a ataques de adversários, especialmente do PT.
Marina também comentou sobre os ataques que sofreu durante a campanha de 2014, afirmando: “Prefiro sofrer uma injustiça do que praticar uma injustiça.” Em 2018, já filiada à Rede, ela expressou descontentamento com a forma como a disputa foi conduzida, mencionando que muitos candidatos estavam mais preocupados com o controle de organizações criminosas do que com propostas. Naquela eleição, Marina obteve apenas 1% dos votos.
Em sua trajetória política, Marina Silva se destacou por sua defesa do meio ambiente e da democracia, afirmando que deseja continuar contribuindo para esses projetos. A decisão de não se candidatar à presidência reflete sua intenção de se concentrar em sua atuação atual e na construção de uma frente ampla em defesa da democracia.
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