A chefe de Governo da Cidade do México, Clara Brugada, anunciou uma proposta para manter as corridas de touros na capital, mas sem violência ou morte dos animais. Em uma coletiva de imprensa, Brugada destacou que busca uma reforma jurídica para transformar o espetáculo taurino em uma atividade “livre de violência”, apoiando a ideia da […]
A chefe de Governo da Cidade do México, Clara Brugada, anunciou uma proposta para manter as corridas de touros na capital, mas sem violência ou morte dos animais. Em uma coletiva de imprensa, Brugada destacou que busca uma reforma jurídica para transformar o espetáculo taurino em uma atividade “livre de violência”, apoiando a ideia da ex-prefeita Claudia Sheinbaum. A proposta inclui sete pontos que visam preservar a tauromaquia como uma atividade econômica e garantir empregos na Plaza México.
As reações à proposta foram imediatas. O deputado Pedro Haces, defensor da tauromaquia, expressou descontentamento, afirmando que apresentará reservas ao projeto na próxima sessão do Pleno. Ele criticou a falta de conhecimento sobre a sustentabilidade e a cultura taurina entre os opositores. Representantes do setor taurino também se mostraram surpresos e insatisfeitos por não terem sido consultados sobre as mudanças propostas.
O advogado Salvador Arias comentou que a ideia de corridas sem sangue não é viável, citando um caso nas Ilhas Baleares, onde uma proposta semelhante foi rejeitada por um tribunal. Defensores das corridas argumentam que a proibição de atos com animais poderia se estender a outras práticas, já que os touros de lide são criados exclusivamente para esse fim. Em 2022, uma decisão judicial havia suspendido as corridas, mas em fevereiro de 2024, um tribunal revogou essa suspensão, permitindo o retorno dos eventos na capital.
A indústria taurina é significativa no México, gerando R$ 6,9 bilhões anualmente e cerca de 80 mil empregos diretos. Brugada enfatizou que o bem-estar animal é um direito que deve ser respeitado, argumentando que a cultura e as tradições devem evoluir. Enquanto isso, estados como Sonora e Guerrero já proíbem as corridas, e várias regiões do país as declararam patrimônio cultural.
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