Após a aprovação do subsídio de R$ 20 milhões para a redução da tarifa das barcas na estação Charitas, vereadores de oposição questionam a transparência na negociação dos recursos municipais. O vereador Daniel Marques, líder da bancada do PL, argumenta que a licitação vencida pelo consórcio Rio Barcas já previa a tarifa social e critica […]
Após a aprovação do subsídio de R$ 20 milhões para a redução da tarifa das barcas na estação Charitas, vereadores de oposição questionam a transparência na negociação dos recursos municipais. O vereador Daniel Marques, líder da bancada do PL, argumenta que a licitação vencida pelo consórcio Rio Barcas já previa a tarifa social e critica a falta de estudos técnicos que justifiquem o valor destinado. Ele ressalta que não houve contrapartidas adequadas, como a ampliação da oferta de ônibus e a instalação de um bicicletário.
A prefeitura defende a medida, afirmando que a oposição se contradiz, pois participou das negociações para a redução da tarifa na linha Praça Araribóia x Praça Quinze. A bancada do PL se absteve da votação na Câmara, mas apoiou a medida estadual. A nova tarifa de R$ 4,70, que entra em vigor em 24 de março, representa uma queda significativa em relação aos R$ 7,70 atuais, mas não foi esclarecido como será coberta a diferença. A expectativa é que o aumento na demanda compense essa redução.
O deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) manifestou preocupação com a transparência da operação das barcas após a redução da tarifa. Ele destacou que, embora a tarifa alta possa afastar usuários, é essencial garantir que o sistema não entre em déficit. Dados estaduais indicam que a demanda na estação Charitas aumentou de 3.900 para seis mil pessoas no primeiro dia de operação. Passageiros, como Tassia Lattamzi, expressam que a redução não melhorará as condições do transporte, citando longos tempos de espera.
A prefeitura relatou uma melhora no trânsito após a redução da tarifa, mas sem dados concretos. O movimento na Ponte Rio-Niterói permanece estável, com mais de 140 mil veículos por dia. A União dos Síndicos e Comerciantes de Charitas expressa preocupação com o aumento do fluxo de pessoas e veículos, temendo impactos na qualidade de vida local. A prefeitura, embora não tenha conhecimento de manifestações formais, está preparando o bairro para o aumento de passageiros, incluindo a construção de um estacionamento subterrâneo com 200 vagas e um serviço de transfer até a estação.
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