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Leila Pereira se ausenta do sorteio da Libertadores em protesto contra racismo

- A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, protestou ao não comparecer ao sorteio da Libertadores 2025. - O vice-presidente Paulo Buosi criticou a impunidade e a falta de ações efetivas da Conmebol. - O Palmeiras enviou carta à FIFA pedindo punições mais severas contra o Cerro Porteño. - A Conmebol admitiu que suas sanções não são suficientes para combater o racismo. - O atacante Luighi foi ofendido por torcedores, gerando indignação e protestos no clube.

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, não compareceu ao sorteio da Libertadores 2025, realizado na noite de segunda-feira no Paraguai, em protesto contra as punições da Conmebol no caso de racismo envolvendo o atacante Luighi. O vice-presidente, Paulo Buosi, representou o clube e expressou indignação, afirmando que a impunidade alimenta novos atos racistas. Ele destacou […]

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, não compareceu ao sorteio da Libertadores 2025, realizado na noite de segunda-feira no Paraguai, em protesto contra as punições da Conmebol no caso de racismo envolvendo o atacante Luighi. O vice-presidente, Paulo Buosi, representou o clube e expressou indignação, afirmando que a impunidade alimenta novos atos racistas. Ele destacou a necessidade de punições severas, afirmando: “Cuspir, imitar macaco e acontecer praticamente nada. Só vai mudar com punição severa”.

O Palmeiras enviou uma carta à Fifa, junto com outros clubes, solicitando apoio para que a Conmebol aplique sanções mais rigorosas. Buosi mencionou que Leila tem um papel importante na busca por união entre dirigentes brasileiros para combater o racismo. Ele relatou que Leila tentou se comunicar com o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, mas só conseguiu contato após expor a situação, sem resultados práticos até o momento.

No incidente, torcedores do Cerro Porteño ofenderam Luighi com imitações de macacos e uma cusparada. O Palmeiras pediu uma multa máxima de 400 mil dólares e a exclusão do Cerro Porteño da competição, mas a Conmebol impôs uma multa mínima de 50 mil dólares e portões fechados na Libertadores Sub-20, já que o time estava eliminado. A punição foi considerada insuficiente pelo clube.

Domínguez, em discurso, reconheceu que as sanções da Conmebol não têm sido eficazes para combater o racismo no futebol sul-americano. Ele afirmou que a confederação está buscando formas de enfrentar a discriminação e a violência nos estádios, convocando autoridades e associações para ações conjuntas. A situação envolvendo Luighi gerou forte reação do Palmeiras e de outros clubes, evidenciando a necessidade de mudanças efetivas.

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