Em fevereiro de 2024, após o início da guerra em Gaza, o governo da Nicarágua, liderado por Daniel Ortega e Rosario Murillo, inaugurou um parque em Managua chamado Palestina e uma estrada denominada Pista Gaza. O país rompeu relações diplomáticas com Israel e se uniu a um processo judicial contra o Estado israelense na Corte Internacional de Justiça (CIJ). No entanto, a postura do governo nicaraguense começou a mudar com a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.
Em abril de 2024, Ortega e Murillo se retiraram da ação judicial contra Israel e começaram a colaborar com a administração Trump em questões de imigração, especialmente nas deportações de migrantes. Nos últimos meses, mais de seis voos com migrantes deportados chegaram a Managua, mas a mídia oficial não divulgou essas informações, ao contrário do que ocorria durante a administração de Joe Biden. O discurso crítico de Ortega em relação a Biden não se repetiu em relação a Trump, que não foi mencionado em suas aparições públicas.
Analistas afirmam que essa mudança de postura reflete uma estratégia de sobrevivência política do regime. A ativista Haydée Castillo destacou que a prioridade de Ortega e Murillo é manter o poder e os privilégios, o que pode levar a uma aceitação das condições da administração Trump. Durante o primeiro mandato de Trump, Ortega evitou ataques diretos, mas intensificou as críticas a Biden, demonstrando uma adaptação às circunstâncias políticas.
Enquanto isso, o regime mantém um controle repressivo na Nicarágua, com a legalização de um exército de paramilitares e reformas constitucionais que consolidam o poder de Ortega e Murillo. O sociólogo Juan Carlos Gutiérrez observou que, apesar do discurso de resistência, a estratégia externa do governo é mais pragmática, refletindo a preocupação constante com a nova dinâmica política nos Estados Unidos.
Em fevereiro de 2024, após o início da guerra em Gaza, o governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo, em Nicarágua, inaugurou um parque em Managua chamado Palestina e uma estrada denominada Pista Gaza. O país rompeu relações com Israel e se uniu a um processo judicial contra o Estado israelense na Corte Internacional de Justiça (CIJ). No entanto, com a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a postura do governo nicaraguense começou a mudar.
Em abril de 2024, Ortega e Murillo se retiraram da ação judicial contra Israel e começaram a cooperar com a administração Trump em questões de imigração, especialmente nas deportações de migrantes. Nos últimos meses, mais de meia dúzia de voos com migrantes deportados chegaram a Managua, mas a mídia oficial não divulgou essas informações, ao contrário do que ocorria durante a administração de Joe Biden. O discurso crítico de Ortega em relação a Biden não se repetiu em relação a Trump, que não foi mencionado em suas aparições públicas.
Analistas apontam que a mudança de postura do governo nicaraguense reflete uma estratégia de sobrevivência política. Haydée Castillo, ativista e opositora, afirma que o regime de Ortega e Murillo prioriza a manutenção do poder e dos privilégios, o que pode levar a uma aceitação das condições da administração Trump. Durante o primeiro mandato de Trump, Ortega evitou ataques diretos, mas intensificou as críticas a Biden, o que demonstra uma adaptação tática às circunstâncias políticas.
Enquanto isso, o regime mantém um controle repressivo em Nicarágua, com a legalização de um exército de paramilitares e reformas constitucionais que consolidam o poder de Ortega e Murillo. Juan Carlos Gutiérrez, sociólogo, destaca que, apesar do discurso de resistência, a estratégia externa do governo é mais pragmática. A relação com a China continua a ser uma prioridade, mas a adaptação ao novo cenário político nos Estados Unidos é uma preocupação constante para o governo nicaraguense.
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