Moradores da comunidade Boa Esperança, em Piracicaba, relataram que a Polícia Militar tem intimidado pessoas após a morte de Gabriel Junior Oliveira Alves da Silva, de 22 anos, em uma abordagem no dia 1º de abril. A viúva, Rebeca Mirian Alves Braga, de 19 anos e grávida, disse que viaturas passam frequentemente em frente à sua casa e tentaram remover faixas pedindo “Justiça” após um protesto. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afastou os policiais envolvidos e afirmou que não aceita abusos. Gabriel foi baleado na cabeça durante a abordagem, que os policiais alegaram ter sido por resistência, mas nada ilícito foi encontrado com ele. Rebeca contou que os policiais agrediram Gabriel e a ela enquanto tentava socorrê-lo, e que os agentes debocharam dele enquanto estava ferido. A Ouvidoria das Polícias investiga o caso e destacou a falta de câmeras corporais na ação. O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana pediu medidas para evitar a violência policial, afirmando que técnicas não letais poderiam ter evitado a morte de Gabriel.
Moradores da comunidade Boa Esperança, em Piracicaba, relataram coações e intimidações por parte da Polícia Militar após a morte de Gabriel Junior Oliveira Alves da Silva, de 22 anos, em uma abordagem no dia 1º de abril. A viúva, Rebeca Mirian Alves Braga, de 19 anos e grávida de oito meses, afirmou que viaturas têm passado frequentemente em frente à sua casa e tentaram remover faixas pedindo “Justiça” após um protesto.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afastou os policiais envolvidos e informou que não compactua com excessos. Gabriel foi baleado na cabeça durante a abordagem, que os policiais alegaram ter sido motivada por resistência. No entanto, nada ilícito foi encontrado com ele, e a versão de Rebeca contradiz a narrativa oficial, relatando agressões por parte dos policiais.
Rebeca descreveu momentos de desespero, afirmando que os policiais a agrediram enquanto tentava socorrer Gabriel. Ela também mencionou que os agentes debocharam dele enquanto ele estava ferido. O laudo necroscópico indicou que Gabriel foi atingido por um tiro na região da nuca, e a perícia encontrou lesões em Rebeca.
A Ouvidoria das Polícias investiga o caso, destacando a ausência de câmeras corporais na ação. O ouvidor Mauro Caseri enfatizou a importância do uso dessas câmeras para garantir a transparência nas abordagens policiais. O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) também pediu medidas para evitar a violência policial, ressaltando que a utilização de técnicas e armas não letais poderia ter prevenido a morte de Gabriel.
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