Uma nova pesquisa mostra que um terço dos eleitores brasileiros não se sente representado por Lula ou Bolsonaro, refletindo um descontentamento crescente. O estudo da Genial/Quaest revela que 33% dos entrevistados não têm uma posição política clara e muitos estão em busca de novas opções, como empreendedores. A maioria desse grupo é composta por mulheres e pessoas com renda intermediária, que consideram a gestão de Lula “regular”, mas a veem semelhante à de Bolsonaro. Entrevistas qualitativas indicam que o desencanto com a política aumentou, com eleitores reclamando da alta dos preços e da falta de segurança. Alguns, que votaram em Lula ou Bolsonaro, estão abertos a apoiar novos candidatos. Pesquisadores destacam que trabalhadores autônomos e informais estão se afastando das propostas tradicionais, buscando alternativas que se encaixem melhor em suas realidades. A antropóloga Rosana Pinheiro-Machado observa que esse grupo deseja mais visibilidade e cidadania, mas tem uma visão negativa do Estado, o que pode favorecer discursos que vão contra o sistema político atual.
Uma nova pesquisa revela que um terço dos eleitores brasileiros se sente sem representação política, refletindo um descontentamento crescente com as figuras de Lula e Bolsonaro. O estudo, realizado pela Genial/Quaest, mostra que muitos eleitores estão em busca de novas opções, como empreendedores, e se identificam como “nem Lula, nem Bolsonaro”.
Os dados indicam que 33% dos entrevistados não têm posicionamento político definido, enquanto uma parte significativa se aproxima de um perfil mais à direita. O grupo é majoritariamente composto por mulheres e pessoas com renda intermediária, que avaliam a gestão de Lula como “regular”, mas com uma tendência a considerá-la similar à de Bolsonaro.
Entrevistas qualitativas realizadas pelo projeto Plaza Publica revelam que o desencanto com a política se intensificou. Eleitores expressam frustração com a alta dos preços e a falta de segurança, com um ex-eleitor de Lula afirmando que “a qualidade de vida está um lixo”. Outro participante, que votou em Bolsonaro, considera dar um voto de confiança a um novo nome.
Pesquisadores apontam que os trabalhadores autônomos e informais estão se distanciando das propostas tradicionais, buscando alternativas que reflitam suas realidades. A antropóloga Rosana Pinheiro-Machado destaca que esse grupo tem uma grande aspiração por visibilidade e cidadania, mas vê o Estado com descrédito, o que pode favorecer discursos anti-establishment.
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