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Glauber Braga encerra greve de fome após acordo na Câmara e luta contra injustiça continua

Deputado Glauber Braga suspende greve de fome após acordo que adia votação de sua cassação, mas luta contra o orçamento secreto continua.

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O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) suspendeu sua greve de fome após um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta. O acordo adiou a votação da cassação do mandato de Glauber por 60 dias, permitindo que ele se defenda. A greve de fome durou oito dias e foi uma reação à aprovação de um parecer que favorecia sua cassação na Comissão de Ética. Glauber acredita que a tentativa de cassação é uma retaliação por sua luta contra o orçamento secreto. O acordo garante que a representação contra ele não será discutida no plenário até que ele tenha tempo para apresentar sua defesa. Apesar de suspender a greve, Glauber reafirmou que continuará lutando contra o orçamento secreto e outras questões importantes. Por outro lado, um militante do MBL criticou o acordo, dizendo que ele pode criar um precedente negativo. A decisão de Motta também é vista como uma forma de evitar uma crise na Câmara e dar tempo para o governo Lula se posicionar sobre o caso.

Deputado Glauber Braga encerra greve de fome após acordo sobre cassação

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) suspendeu sua greve de fome nesta quinta-feira (17) após um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O acordo adia a votação da cassação do mandato de Glauber por 60 dias, permitindo que ele apresente sua defesa.

A greve de fome, que durou oito dias, foi iniciada em protesto contra a aprovação do parecer favorável à sua cassação na Comissão de Ética. O deputado vinculou a tentativa de cassação a uma retaliação por sua atuação contra o orçamento secreto.

Acordo garante tempo para defesa

Segundo o acordo, a representação contra Glauber não será pautada no plenário por pelo menos 60 dias após a análise do recurso que ele apresentará à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente Motta afirmou que garantirá o direito de defesa do parlamentar.

“Garanto que, após a deliberação da CCJ, qualquer que seja ela, não submeteremos o caso do deputado ao plenário da Câmara antes de 60 dias para que ele possa exercer a defesa do seu mandato parlamentar”, declarou Motta em sua página oficial.

Greve de fome e a falta de conexão com a população

Analistas apontam que a greve de fome expõe a falta de conexão entre a esquerda e as necessidades urgentes da população brasileira, como a alta dos alimentos e a falta de empregos. A suspensão da greve, no entanto, não significa o fim da luta contra o orçamento secreto e outras pautas defendidas pelo deputado.

“Estou suspendendo a greve de fome, mas não estamos suspendendo a luta contra o orçamento secreto, a luta contra o poder oligárquico, a luta pela responsabilização dos assassinos de Marielle, pela responsabilização dos golpistas de plantão”, afirmou Glauber.

MBL critica acordo como precedente negativo

O militante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro, criticou o acordo, afirmando que ele cria um “precedente” para que parlamentares evitem punições por meio de protestos. Costenaro foi o alvo do chute dado por Glauber durante uma confusão na Câmara em abril de 2024.

Câmara busca evitar crise e Lula precisa agir

A decisão de Motta de adiar a votação da cassação também é vista como uma tentativa de evitar uma crise na Câmara e de dar tempo para que o governo Lula se posicione sobre o caso. Aliados de Motta afirmam que o presidente da Câmara busca conduzir a Casa de forma mais democrática do que seu antecessor, Arthur Lira.

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