Cidades pequenas do Brasil, com menos de três mil habitantes, têm dificuldades para implementar serviços básicos, como saneamento. Cedro do Abaeté, em Minas Gerais, é um exemplo, com 1.091 moradores e nove secretarias, resultando em altos gastos com salários de políticos. O prefeito e os secretários recebem juntos R$ 860 mil por ano, valor que ultrapassa em mais de R$ 100 mil a arrecadação prevista para 2025, que é de R$ 758 mil. A cidade depende de recursos externos e não consegue resolver problemas básicos. Em Cachoeira de Goiás, com 1.419 habitantes, os gastos com salários chegam a quase R$ 1,1 milhão, quase toda a arrecadação de R$ 1,3 milhão para 2024. A cidade não fornece água tratada a todos e foi obrigada a garantir o abastecimento e construir um sistema de esgoto. Lajeado Grande, em Santa Catarina, com 1.771 habitantes, gasta R$ 865 mil com salários, enquanto a arrecadação prevista é de R$ 1,2 milhão. A cidade tenta incentivar o tratamento de esgoto, mas enfrenta dificuldades. Santo Afonso, em Mato Grosso, com 2.460 habitantes, tem gastos de R$ 973 mil com salários, superando os R$ 882 mil destinados ao saneamento. Amparo de São Francisco, em Sergipe, perde 61% da água captada e gasta R$ 1,2 milhão com salários, enquanto a previsão de receita é de R$ 2 milhões para 2025. Especialistas pedem reformas na legislação municipal para melhorar a gestão e os investimentos nessas cidades, que enfrentam falta de vontade política e autonomia descontrolada.
Cidades pequenas do Brasil, com menos de três mil habitantes, enfrentam dificuldades na implementação de políticas essenciais, como saneamento básico. Cedro do Abaeté, em Minas Gerais, exemplifica essa situação, com 1.091 moradores e nove secretarias, resultando em um gasto elevado com salários de agentes políticos.
Os salários do prefeito José Filho (MDB), do vice Helder Andrade (MDB), e dos secretários totalizam R$ 860 mil anuais, superando em mais de R$ 100 mil a arrecadação prevista para 2025, que é de R$ 758 mil. A cidade depende majoritariamente de recursos externos para sua sobrevivência, enquanto questões básicas, como o saneamento, permanecem sem solução.
Cenário semelhante é observado em Cachoeira de Goiás, com 1.419 habitantes e gastos anuais com salários que chegam a quase R$ 1,1 milhão, quase toda a arrecadação própria de R$ 1,3 milhão para 2024. A cidade não oferece água tratada a todos e foi condenada a garantir o fornecimento de água e a construir um sistema de esgoto.
Em Lajeado Grande, Santa Catarina, com 1.771 habitantes, os salários dos agentes políticos somam R$ 865 mil. A arrecadação prevista para 2023 é de R$ 1,2 milhão. A cidade criou um programa para incentivar sistemas individuais de tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios semelhantes em saneamento.
Santo Afonso, em Mato Grosso, com 2.460 habitantes, também apresenta um quadro preocupante. Os vencimentos dos agentes políticos totalizam R$ 973 mil, superando os R$ 882 mil destinados ao saneamento. Em Amparo de São Francisco, em Sergipe, 61% da água captada é perdida, e a cidade gasta R$ 1,2 milhão anuais com salários, enquanto a previsão de receita própria é de R$ 2 milhões para 2025.
Especialistas apontam que a situação exige reformas na legislação municipal. O advogado José Jerônimo Nogueira de Lima destaca a necessidade de uma legislação que racionalize a gestão e os investimentos nas pequenas cidades. A falta de vontade política e a autonomia descontrolada dificultam mudanças significativas.
Entre na conversa da comunidade