Uma juíza bloqueou mudanças propostas pelo governo de Donald Trump no sistema eleitoral dos Estados Unidos. A decisão impede a exigência de comprovação de cidadania para registro de eleitores, que era defendida por grupos que queriam proteger o voto. A juíza Collen Kollar-Kotelly, de Washington, concedeu uma liminar que suspende essa exigência e outras alterações até que o caso seja analisado. Grupos de defesa do voto afirmam que essas medidas são inconstitucionais e dificultariam o registro de eleitores. A defesa de Trump argumentou que a liminar não era necessária, pois as mudanças ainda não estavam em vigor. A decisão foi considerada uma vitória por líderes de grupos de defesa dos direitos dos eleitores. Outros processos contra as mudanças ainda estão em andamento, com ações de procuradores-gerais de vários estados. Nos Estados Unidos, cada estado tem controle sobre suas próprias eleições.
Uma juíza bloqueou, nesta quinta-feira, a implementação de mudanças propostas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sistema eleitoral. A decisão impede a exigência de comprovação de cidadania para registro de eleitores, conforme solicitado por grupos de defesa do voto.
A juíza distrital Collen Kollar-Kotelly, de Washington, concedeu uma liminar que suspende a exigência de cidadania e outras alterações até que o processo judicial avance. Trump havia argumentado que as mudanças eram necessárias para proteger as eleições, mas a juíza também bloqueou a verificação de cidadania para beneficiários de assistência pública que desejassem se registrar para votar.
Grupos de defesa do voto alegam que as medidas são inconstitucionais e violam a Cláusula Eleitoral da Constituição, que confere aos estados a autoridade sobre a condução das eleições. Durante a audiência, advogados dos demandantes destacaram que a exigência de comprovação dificultaria campanhas de registro em locais públicos.
A defesa de Trump argumentou que a liminar não era necessária, pois as mudanças ainda não haviam sido implementadas. Roman Palomares, presidente da Liga dos Cidadãos Latino-Americanos Unidos, considerou a decisão uma “vitória para os eleitores”, afirmando que os esforços para silenciar a voz do eleitorado não devem prevalecer.
Outros processos contra o decreto de Trump ainda estão pendentes. Recentemente, dezenove procuradores-gerais democratas solicitaram ao tribunal que rejeitasse a medida. Washington e Oregon também moveram ações próprias contra as alterações propostas. Nos Estados Unidos, o sistema eleitoral é descentralizado e supervisionado pelos estados.
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