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Conflitos fundiários aumentam em comunidade quilombola devido à exploração de petróleo

Invasões e destruições marcam a comunidade quilombola Kulumbú do Patuazinho, em Oiapoque, enquanto a exploração de petróleo gera tensões.

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A comunidade quilombola Kulumbú do Patuazinho, em Oiapoque, enfrenta problemas com a posse da terra devido à exploração de petróleo na região. Desde o início de 2023, a situação piorou com invasões e destruições de locais sagrados, levando a polícia a investigar. Em abril, foram registrados dois boletins de ocorrência: um sobre uma invasão e queima de um local e outro sobre a destruição da pedreira de Xangô, importante para os rituais da comunidade. O presidente da associação local, Mauriano Furtado, busca ajuda legal no Ministério Público Federal, mas ainda não teve resposta. Ele afirma que a exploração de petróleo atrai pessoas que querem construir pousadas e comércios na área. A comunidade, reconhecida desde 2009, espera a regularização de suas terras desde 2010. A advogada Josiane Pereira critica a falta de ação das autoridades, que fragiliza os direitos da comunidade. O Incra está trabalhando em um relatório para a regularização. A Petrobras, que planeja explorar um bloco na região, diz que a perfuração é temporária e que respeita as comunidades, mas organizações indígenas afirmam que não foram consultadas e o MPF investiga possíveis violações de direitos.

A comunidade quilombola Kulumbú do Patuazinho, em Oiapoque (AP), enfrenta crescentes conflitos fundiários relacionados à exploração de petróleo na Bacia Foz do Amazonas. Desde o início de 2023, a situação se agravou, com invasões e destruições de locais sagrados, levando a polícia a investigar os casos.

Recentemente, a comunidade registrou dois boletins de ocorrência. O primeiro, em 12 de abril, relatou uma invasão e queimada criminosa. O segundo, em 15 de abril, denunciou a destruição da pedreira de Xangô, um local sagrado para rituais religiosos. A Polícia Militar e a Polícia Civil estão acompanhando a situação, que se tornou crítica.

Mauriano Furtado, presidente da associação local, busca proteção legal junto ao Ministério Público Federal (MPF), mas ainda não obteve resposta. Ele afirma que a pressão pela exploração de petróleo atrai especuladores imobiliários, que desejam construir pousadas e comércios na área. A comunidade, reconhecida pela Fundação Palmares desde 2009, aguarda a regularização no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desde 2010.

A advogada Josiane Pereira, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), critica a falta de respostas das autoridades. Ela destaca que a demora na regularização fragiliza os direitos da comunidade. O Incra informou que um grupo de trabalho está elaborando o relatório técnico necessário para a regularização.

A Petrobras, que planeja explorar o bloco FZA-M-59, afirma que a perfuração é temporária e busca verificar a presença de petróleo. A empresa diz respeitar as comunidades locais e seguir normas de segurança. Entretanto, organizações indígenas relatam que não foram consultadas sobre a exploração, e o MPF investiga possíveis violações de direitos.

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