Sidônio Palmeira assumiu a Secretaria de Comunicação Social em janeiro, após críticas à comunicação do governo Lula. No primeiro trimestre sob sua gestão, o engajamento nas postagens de Lula caiu 10%, enquanto as contas do governo tiveram um aumento de 152,7% nas interações. Dados mostram que Lula teve 26 milhões de interações, mas isso não se traduziu em popularidade. Por outro lado, a direita, liderada por Jair Bolsonaro, viu um aumento significativo nas interações, com Bolsonaro crescendo 34% e outros políticos da direita também se destacando. Sidônio reconheceu falhas na comunicação e afirmou que é preciso melhorar a forma de se comunicar, apresentando um novo lema: “Brasil dando a volta por cima”. A situação ocorre em um momento de queda na popularidade de Lula, que enfrenta desafios na comunicação com o público.
O primeiro trimestre de Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação Social (Secom) foi marcado por uma queda de 10% no engajamento das postagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança na gestão ocorreu em 14 de janeiro, após críticas às estratégias de comunicação do governo. Apesar disso, as contas governamentais registraram um aumento de 152,7% nas interações.
Os dados da consultoria Bites, solicitados pelo jornal O Globo, mostram que Lula teve 26 milhões de interações em suas postagens, enquanto o total do governo foi de apenas 4,65 milhões. O diretor técnico da Bites, André Eler, afirmou que o crescimento nas contas institucionais não se traduziu em popularidade para Lula, que enfrenta dificuldades em se comunicar com seu público.
Desempenho da Direita
Enquanto isso, figuras da direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, tiveram um aumento significativo nas interações. Bolsonaro viu um crescimento de 34%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira tiveram altas de 84,1% e 50,6%, respectivamente. Governadores como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema também apresentaram aumentos expressivos.
Eler destacou que o crescimento da direita está ligado a postagens sobre temas polêmicos, como a suposta taxação do Pix e a posse de Donald Trump. A professora Letícia Capone, da PUC-Rio, observou que a agenda da extrema direita é divisiva e gera maior engajamento nas redes sociais.
Reconhecimento de Falhas
Em entrevista, Sidônio Palmeira reconheceu falhas na comunicação do governo e admitiu que faltou comunicar a herança deixada pela gestão de Bolsonaro. Ele defendeu a utilização de diferentes mídias, afirmando que cada uma tem seu formato e importância. Em março, apresentou o novo mote da comunicação do governo: “Brasil dando a volta por cima”.
A chegada de Sidônio ocorre em um contexto de queda na popularidade de Lula, que enfrenta desafios tanto em sua imagem quanto na comunicação com o público.
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