A CBF pagou cerca de R$ 100 mil por mês a Coronel Nunes, ex-presidente interino, mesmo após sua saída em 2021. Esses pagamentos, que somam mais de R$ 2,3 milhões entre 2022 e 2024, geraram dúvidas sobre sua legalidade. A CBF afirma que todos os pagamentos seguem o estatuto e são auditados, mas não explicou por que Nunes ainda recebe, nem se os pagamentos continuam. Recentemente, Nunes, que enfrenta problemas de saúde, assinou um acordo que garantiu a permanência do atual presidente, Ednaldo Rodrigues, até 2030, levantando questões sobre sua capacidade de assinar o documento. Um laudo médico indicou que Nunes apresenta problemas de coordenação e déficit cognitivo. O deputado Sargento Gonçalves pediu uma audiência pública para investigar se Nunes tinha plena capacidade civil ao assinar o acordo. A CBF não respondeu sobre a saúde de Nunes no momento da assinatura e reafirmou que todos os pagamentos são legais e transparentes.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pagou uma mesada de aproximadamente R$ 100 mil mensais a Antonio Carlos Nunes de Lima, conhecido como Coronel Nunes, mesmo após sua saída em agosto de 2021. Os pagamentos, que totalizam R$ 1,2 milhão em 2022 e 2023 e R$ 1,15 milhão em 2024, foram identificados como “honorários” e levantam questões sobre a legalidade das transações.
A CBF declarou que todos os pagamentos seguem o estatuto da entidade e são auditados. No entanto, não esclareceu o motivo dos pagamentos a Nunes, que não ocupa mais cargo na confederação. Recentemente, Nunes, que enfrenta problemas de saúde, assinou um acordo que garantiu a continuidade do presidente Ednaldo Rodrigues até 2026, o que gerou dúvidas sobre sua capacidade civil para tal ato.
O acordo, assinado em fevereiro de 2024, foi homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. O deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) solicitou uma audiência pública para investigar se Nunes assinou o documento de forma voluntária e se tinha “capacidade civil plena” no momento da assinatura.
Um laudo médico de junho de 2023 descreve o estado de saúde de Nunes, incluindo tonturas e déficit cognitivo. O ex-dirigente alega que sua condição de saúde o impede de buscar assistência legal para contestar os pagamentos. A CBF reafirma que não realiza pagamentos fora do que é permitido pelo estatuto e critica alegações que questionam a transparência da gestão atual.
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