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Spotify admite erro em campanha e se compromete a ações reparatórias por racismo religioso

Spotify admite erro em campanha que associou umbanda a "ritual" e "bruxaria" e se compromete a ações reparatórias após críticas de racismo religioso.

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O Spotify admitiu que cometeu um erro ao associar a umbanda a termos como “ritual” e “bruxaria” em uma campanha de retrospectiva musical. Isso gerou críticas e acusações de racismo religioso. Durante uma audiência com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, a empresa se comprometeu a tomar ações reparatórias, embora ainda não tenha discutido uma indenização financeira. O procurador estabeleceu um prazo de 60 dias para que as partes cheguem a um acordo. O Spotify informou que bloqueou a combinação dos termos assim que soube do problema, poucas horas após o lançamento da campanha. O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, que solicitou a audiência, argumentou que a campanha foi difamatória e evidenciou racismo religioso. Os advogados da entidade afirmaram que a empresa não pode se isentar de responsabilidade, mesmo que a associação tenha sido gerada automaticamente.

O Spotify admitiu um erro em sua campanha de retrospectiva musical, que associou a umbanda a termos como “ritual” e “bruxaria”. A declaração ocorreu durante uma audiência com o Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro, que investiga possíveis casos de racismo religioso.

A polêmica surgiu quando a plataforma utilizou um sistema de inteligência artificial para criar resumos personalizados das músicas mais ouvidas pelos usuários em 2024. O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) solicitou a audiência, destacando que a associação feita pela empresa era difamatória. O Spotify, embora tenha argumentado que não houve intenção maliciosa, concordou em implementar ações reparatórias.

Durante a audiência, o procurador Jaime Mitropoulos estabeleceu um prazo de 60 dias para que as partes cheguem a um acordo. O Spotify já bloqueou a combinação dos termos problemáticos assim que tomou conhecimento do erro, poucas horas após o lançamento da campanha, em 4 de dezembro.

O CEAP, representado pelo babalaô Ivanir dos Santos, afirmou que a campanha, mesmo que breve, evidenciou racismo religioso. Os advogados Carlos Nicodemos e Lucas Albuquerque ressaltaram que a empresa não pode se isentar de responsabilidade, mesmo alegando que a discriminação foi resultado de uma combinação involuntária de termos. A discussão sobre uma possível indenização financeira ainda não foi abordada.

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