O cardeal peruano Juan Luis Cipriani, que foi acusado de abuso sexual e proibido pelo papa Francisco de usar vestes cardinalícias, apareceu em Roma vestindo essas vestes durante os preparativos para o conclave. Isso gerou revolta entre vítimas e analistas, que criticaram a falta de eficácia das sanções do Vaticano. Cipriani, que nega as acusações, foi exilado em 2019 após o papa considerar as denúncias credíveis. Ele foi visto em eventos públicos, desrespeitando as proibições impostas. A Rede de Sobreviventes do Peru e outras organizações expressaram preocupação com sua presença, afirmando que isso reabre feridas e desafia a autoridade da Igreja. O Vaticano não comentou o caso, mas a situação levanta questões sobre a resposta da Igreja a abusos sexuais, especialmente com a escolha do novo papa se aproximando.
O cardeal peruano Juan Luis Cipriani gerou polêmica ao aparecer em Roma, durante os preparativos para o conclave, vestindo trajes de cardeal, apesar de ter sido proibido pelo papa Francisco de usar tais vestimentas. Cipriani, que nega as acusações de abuso sexual, foi exilado e proibido de participar de atividades públicas desde 2019.
Cipriani, ex-arcebispo de Lima e figura controversa da Igreja Católica, foi acusado de abusar de um adolescente há quatro décadas. As denúncias foram apresentadas ao Vaticano em 2018, levando Francisco a impor sanções disciplinares. Apesar disso, o cardeal foi visto na capela ardente na Basílica de São Pedro e no túmulo do papa, sempre com trajes que lhe foram vetados.
A presença de Cipriani gerou indignação entre grupos de vítimas e analistas. A Rede de Sobreviventes do Peru criticou sua aparição, afirmando que isso “revitimiza a vítima denunciante”. A situação levanta questões sobre a eficácia das sanções do Vaticano e a credibilidade da Igreja em lidar com casos de abuso sexual.
Cipriani, em uma carta aberta, afirmou que o papa Francisco lhe teria permitido retomar suas atividades pastorais em 2020. Contudo, o Vaticano não confirmou essa informação e evitou comentar o caso. A presença do cardeal em Roma, mesmo fora do conclave, é vista como um desafio à autoridade papal e às políticas de tolerância zero em relação a abusos.
O conclave, que começa em sete de maio, terá como um dos principais desafios a questão dos abusos sexuais. A situação de Cipriani destaca a desconexão entre as palavras e ações da Igreja, conforme apontado por especialistas e grupos de vítimas. A escolha do novo papa será observada de perto, especialmente em relação à resposta da Igreja a escândalos de abuso.
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