Ernesto Samper, ex-presidente da Colômbia, falou sobre a crescente direita radical na América Latina e a necessidade de a esquerda se reinventar, enfatizando a inclusão social e criticando o “wokismo”. Ele avaliou o governo de Gustavo Petro, reconhecendo avanços, mas também apontando falhas nas reformas sociais e na integração latino-americana. Samper acredita que a esquerda precisa se afastar do caudilhismo e se concentrar em unir as classes sociais, em vez de dividir por minorias. Ele destacou que a desigualdade é um problema estrutural e que a política deve focar em fechar essas brechas. Samper também comentou sobre a resistência popular e a importância de criar uma base social forte para enfrentar a direita. Ele vê potencial em projetos como o de Petro, mas reconhece que ainda há desafios a serem superados.
Ernesto Samper, ex-presidente da Colômbia, expressou preocupações sobre a ascensão da direita radical na América Latina e a necessidade de uma nova abordagem na esquerda. Durante sua visita ao México, Samper destacou a importância da inclusão social e criticou o “wokismo”, que, segundo ele, fragmenta a luta por direitos.
Samper, que governou a Colômbia entre 1994 e 1998, reconheceu avanços no governo de Gustavo Petro, mas também apontou falhas nas reformas sociais e na integração latino-americana. Ele afirmou que o projeto de Petro é progressista, mas que as reformas sociais não têm avançado como esperado. “Todos mal”, disse Samper sobre os três pilares que considera fundamentais: integração, reformas sociais e paz.
O ex-presidente também comentou sobre a política de Donald Trump em relação à América Latina, afirmando que a expulsão de migrantes pode gerar um novo sentimento antiamericano na região. Ele alertou que a direita radical está se fortalecendo, citando líderes como Javier Milei, Daniel Noboa e Nayib Bukele como exemplos de uma nova onda política que não possui o carisma dos líderes latino-americanos tradicionais.
Samper enfatizou que a esquerda precisa se reinventar e não se deixar dominar pelas redes sociais, que a direita utiliza de forma mais eficaz. Ele criticou a fragmentação da luta por direitos, ressaltando que a desigualdade é um problema estrutural que deve ser abordado de maneira unificada. Para ele, a renovação dos liderazgos é essencial, e a autocrítica deve ser parte do processo de evolução da esquerda na região.
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