Vereadores de oposição ao prefeito Ricardo Nunes querem ouvir a população sobre o futuro do Minhocão, um elevado em São Paulo. O vereador Toninho Vespoli, do PSOL, anunciou que pode apresentar um projeto para realizar um plebiscito sobre o tema. A discussão ganhou força após a prefeitura instalar rapidamente vagas de estacionamento sob o viaduto, sem consultar os moradores. O vice-prefeito, Ricardo Mello, justificou a criação do estacionamento como uma forma de limpar a área, que abriga pessoas em situação de rua. Vespoli criticou a falta de diálogo e pediu um debate mais amplo sobre o que fazer com o Minhocão. A vereadora Marina Bragante também destacou que a população não foi consultada. Além disso, moradores e representantes de movimentos sociais expressaram preocupação com a redução do espaço para pedestres e ciclistas.
Vereadores de oposição à gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) propuseram um plebiscito para discutir o futuro do Minhocão, no centro de São Paulo. A proposta foi anunciada pelo vereador Toninho Vespoli (PSOL) durante uma audiência pública realizada na segunda-feira, 5 de maio. O plebiscito visa consultar a população sobre o uso do elevado presidente João Goulart, especialmente após a instalação de vagas de estacionamento sem diálogo com os cidadãos.
A criação do bolsão de estacionamento sob o Minhocão, anunciada pelo vice-prefeito Ricardo Mello Araújo (PL), gerou polêmica. Mello justificou a medida como uma solução para o acúmulo de lixo na área, onde moradores em situação de rua se instalaram. A rapidez na execução da obra, sem consulta popular, foi amplamente criticada durante a audiência. Vespoli afirmou que já conta com dez assinaturas de vereadores para o plebiscito, mas são necessárias dezenove para que a proposta seja debatida.
“Temos que discutir um projeto inteiro para o Minhocão, em vez de medidas fatiadas”, destacou Vespoli. Ele questionou a falta de propostas para atender a população em situação de rua que vive sob o viaduto. A vereadora Marina Bragante (Rede) também ressaltou a ausência de representantes da prefeitura na audiência e a necessidade de diálogo com Nunes.
Moradores da região, como o cientista político Guilherme Abraão, lembraram que uma lei municipal prevê a criação de um parque no Minhocão, embora tenha sido suspensa pela Justiça. Vereadores do PT, Nabil Bonduki e Luna Zarattini, expressaram preocupação com a consulta popular, temendo que a medida beneficie apenas aqueles a favor do estacionamento. Luna sugeriu um abaixo-assinado contra a instalação das vagas, enquanto representantes de movimentos sociais criticaram a restrição de espaço para pedestres e ciclistas.
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