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OpenAI lança GPT-4o e gera polêmica com uso de estética de Miyazaki em propaganda

Ghibli é usado em propaganda por governos, levantando questões sobre direitos autorais e a apropriação da arte por IA.

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Em março, a OpenAI lançou o GPT-4o, uma nova versão do ChatGPT que pode criar imagens. Isso gerou um grande interesse, com muitas pessoas transformando fotos em imagens no estilo dos filmes do Studio Ghibli, como “A Viagem de Chihiro”. A popularidade foi tão grande que a plataforma ganhou um milhão de novos usuários em uma hora. Entidades como a Casa Branca e as Forças de Defesa de Israel começaram a usar essas imagens para propaganda, levantando preocupações sobre consentimento e direitos autorais. Artistas estão processando empresas de IA por usar suas obras sem permissão, mas até agora, nenhuma ação teve sucesso. O uso das imagens do Ghibli por figuras políticas é problemático, especialmente porque o estilo de Miyazaki é associado a temas de paz e resistência. Um exemplo disso foi uma imagem postada pela Casa Branca que retratava uma imigrante de forma caricatural, o que pode desumanizar a situação dela. A OpenAI, através de seu CEO, defende que a liberdade de expressão é importante, mas isso ignora questões sobre a apropriação de arte. A tecnologia de IA pode facilitar a expressão, mas também pode desvalorizar o trabalho artístico e intelectual. O verdadeiro valor da arte está no processo de criação, que envolve esforço e vulnerabilidade, algo que a geração de imagens por IA não consegue replicar.

OpenAI lançou o GPT-4o, uma versão do ChatGPT que gera imagens, em março de 2023. O novo recurso rapidamente se tornou popular, atraindo um milhão de novos usuários em uma hora e totalizando mais de 150 milhões de usuários. A viralização das imagens no estilo Studio Ghibli foi impulsionada por postagens de figuras públicas, incluindo o CEO da OpenAI, Sam Altman.

Entidades como a Casa Branca e as Forças de Defesa de Israel utilizaram essas imagens para propaganda, levantando questões sobre apropriação artística e consentimento. Artistas têm protestado contra a violação de direitos autorais, uma vez que os modelos de IA foram treinados com bilhões de imagens da internet sem a autorização dos criadores. Até o momento, ações judiciais contra essas empresas não tiveram sucesso.

A utilização de imagens Ghibli em contextos políticos, como a representação de imigrantes, gera preocupações sobre a normalização da manipulação de imagens. A transformação de fotos em estilo Ghibli pode parecer inofensiva, mas, segundo especialistas, isso contribui para a propaganda que molda a percepção pública. A estética de Hayao Miyazaki, conhecida por suas mensagens humanistas e anti-guerra, é agora utilizada para fins que contradizem seus princípios.

No dia 27 de março, a Casa Branca postou uma imagem de uma mulher imigrante, representada de forma caricatural, o que pode desumanizar sua situação. Essa estratégia visa facilitar a aceitação de narrativas que promovem a deportação e a criminalização de imigrantes. A normalização do uso de IA para criar essas imagens levanta questões sobre a ética na arte e o papel da tecnologia na sociedade contemporânea.

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