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Wolney Queiroz, novo ministro do Trabalho, declara R$ 431 mil em espécie em casa

Wolney Queiroz, novo ministro do Trabalho, declarou R$ 431 mil em espécie em casa e viu patrimônio cair para R$ 1,7 milhão.

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Wolney Queiroz, novo ministro do Trabalho, declarou ter R$ 431 mil em dinheiro guardado em casa durante sua última eleição em 2022, quando tentou se reeleger como deputado federal, mas não conseguiu. Ele foi nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva para substituir Carlos Lupi, que estava sob investigação por irregularidades no INSS. Embora guardar dinheiro em casa não seja ilegal, isso levanta suspeitas. O patrimônio de Queiroz caiu de R$ 2,2 milhões em 2018 para R$ 1,7 milhão agora, e ele não explicou por que mantém tanto dinheiro em casa. Além disso, ele possui participação em três empresas e um apartamento em Caruaru, Pernambuco, avaliado em R$ 596,4 mil. Antes de ser ministro, Queiroz era secretário-executivo do ministério. A indicação dele é ligada a Lupi, que admitiu saber sobre fraudes no INSS, mas não tomou medidas para resolver a situação.

O novo ministro do Trabalho, Wolney Queiroz, declarou à Justiça Eleitoral que possui R$ 431 mil em espécie em casa, valor informado durante sua candidatura à reeleição em 2022. Queiroz, que já foi deputado federal por cinco mandatos, foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir Carlos Lupi, em meio a investigações sobre irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A fortuna de Queiroz caiu de R$ 2,2 milhões em 2018 para R$ 1,7 milhão atualmente. Ele não explicou o motivo de manter essa quantia em casa. Embora guardar dinheiro em espécie não seja ilegal, a prática levanta preocupações para órgãos de controle. Em 2021, um projeto que proíbe transações em dinheiro acima de R$ 10 mil e a posse superior a R$ 300 mil foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, mas não avançou.

Contexto das Investigações

Antes de assumir o ministério, Queiroz atuava como secretário-executivo da pasta. Sua indicação é atribuída a Lupi, que, apesar de não ser mencionado nas investigações, enfrentou desgaste devido a denúncias de que sabia sobre irregularidades envolvendo descontos indevidos nas aposentadorias do INSS. Lupi admitiu ter recebido alertas sobre fraudes, mas não tomou medidas para interromper os descontos.

Além do dinheiro em espécie, Queiroz declarou possuir participação em três empresas e um apartamento avaliado em R$ 596,4 mil em Caruaru, Pernambuco. Em 2006, seu patrimônio era de R$ 355,9 mil. A situação de Lupi, que foi responsável pela indicação do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, demitido após as investigações, também contribuiu para sua saída do cargo. Em suas redes sociais, Lupi afirmou que seu nome não foi citado nas apurações e destacou o apoio às investigações.

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