A Guardia Civil investiga o roubo de cabos de cobre que causou a paralisação das linhas de alta velocidade entre Madrid e Sevilla. Um relatório inicial indica que se trata de um “roubo com força”, descartando a hipótese de sabotagem. O juiz responsável já abriu investigações sobre o caso, que foi denunciado pela Administradora de Infraestruturas Ferroviárias (ADIF). O roubo afetou mais de 16.000 passageiros, com atrasos de até nove horas. Embora o ministro de Transporte tenha sugerido que a ação foi coordenada, especialistas acreditam que se trata de um crime comum, semelhante a outros roubos de cobre recentes em infraestruturas ferroviárias. Esses crimes costumam ser realizados por grupos organizados, e o modo como o roubo foi executado se encaixa no padrão desses grupos. Apesar de esforços do governo para combater esse tipo de crime, as estatísticas mostram que os roubos de cobre continuam a aumentar.
A sustracción de cableado de cobre que causou o colapso das linhas de alta velocidade entre Madrid e Sevilha está sendo investigada pela Guarda Civil. O relatório preliminar indica que o incidente é um roubo com força, descartando até o momento a hipótese de sabotagem.
O documento, enviado ao juiz responsável pela investigação, destaca que a denúncia foi feita pelo Administrador de Infraestruturas Ferroviárias (ADIF). O juiz já abriu diligências para apurar o caso como um crime de roubo, conforme informações do Tribunal Superior de Justiça de Castilla-La Mancha. A investigação analisa possíveis conexões com roubos semelhantes ocorridos recentemente.
O ministro de Transporte, Óscar Puente, havia sugerido que a ação foi “bastante coordenada”, afirmando que os responsáveis sabiam exatamente o que estavam fazendo. No entanto, a investigação não encontrou evidências que sustentem essa versão. O roubo, que afetou mais de 16 mil pessoas, resultou em atrasos de até nove horas nos trens.
Contexto do Crime
A Guarda Civil já havia registrado casos semelhantes, como a detenção de sete pessoas em Valência por roubo de mais de 7 mil metros de cabo de cobre. Especialistas afirmam que esses crimes são frequentemente cometidos por grupos organizados, muitos dos quais têm antecedentes criminais. O modo de operação, com cinco roubos em locais próximos, é característico desse tipo de crime.
Apesar das medidas implementadas pelo governo para combater esses delitos, as estatísticas mostram um aumento significativo nas ocorrências. Em 2024, foram registradas 4.433 denúncias de sustracción de cobre, um aumento de 87% em relação a seis anos atrás. A situação é preocupante, especialmente em regiões como Catalunha, que lidera as estatísticas de roubos desse tipo.
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