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Abuelas de Plaza de Mayo utiliza inteligência artificial para identificar netos desaparecidos

Abuelas de Plaza de Mayo utilizam inteligência artificial para localizar 300 netos de desaparecidos da ditadura argentina. Urgência na busca!

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As Abuelas de Plaza de Mayo, que buscam encontrar a identidade de filhos de desaparecidos durante a ditadura argentina, começaram um novo projeto com inteligência artificial. Em parceria com a Universidade de Buenos Aires e a empresa Quantit, o objetivo é digitalizar arquivos e identificar cerca de 300 netos que ainda não foram encontrados. Desde 1977, a organização já recuperou 139 netos. O projeto visa automatizar investigações que antes eram feitas manualmente, priorizando casos com maior chance de sucesso. A presidente das Abuelas, Estela de Carlotto, ressaltou a importância de envolver novas gerações na defesa dos direitos humanos. O trabalho inicial consiste em digitalizar documentos, provas e testemunhos, e depois usar inteligência artificial para extrair dados relevantes. A ideia é cruzar informações que hoje são analisadas manualmente, o que pode levar a erros. A última etapa será a confirmação das identidades por meio de análises genéticas. As Abuelas têm uma longa história de inovação, incluindo a criação do Banco Nacional de Dados Genéticos. O trabalho é urgente, pois as Abuelas estão envelhecendo e muitos netos já têm entre 45 e 50 anos. O governo atual, no entanto, cortou o apoio financeiro à organização e questiona os números de desaparecidos. As Abuelas acreditam que a busca deve ser um esforço coletivo, envolvendo a sociedade civil para encontrar os netos.

As Abuelas de Plaza de Mayo iniciaram um projeto inovador com inteligência artificial para identificar cerca de 300 netos de desaparecidos durante a ditadura argentina. A iniciativa, em parceria com a Universidade de Buenos Aires e a empresa Quantit, visa digitalizar arquivos e automatizar investigações que antes eram feitas manualmente.

Desde sua fundação em 1977, as Abuelas já recuperaram 139 netos. A última restituição ocorreu em janeiro de 2025, quando Paula Inama foi encontrada. O projeto busca modernizar a abordagem da organização, que tem enfrentado desafios financeiros e políticos sob o governo atual. A presidente das Abuelas, Estela de Carlotto, enfatizou a importância de envolver novas gerações na defesa dos direitos humanos, afirmando que “o olvido é perigoso”.

O primeiro passo do projeto é digitalizar milhares de documentos, incluindo testemunhos e investigações judiciais. A inteligência artificial será utilizada para extrair dados relevantes e priorizar casos com maior probabilidade de sucesso. Carolina Villella, coordenadora do time jurídico, destacou que a organização sempre buscou inovação, utilizando ciência e tecnologia em sua missão.

Metodologia do Projeto

O trabalho envolverá estudantes e pesquisadores do Conselho Nacional de Investigações Científicas (Conicet) e da Universidade Nacional de San Martín. O decano da faculdade de Ciências Naturais, Guillermo Durán, explicou que a ideia é cruzar informações que atualmente são analisadas manualmente, o que pode levar a erros. A última etapa do processo será a realização de análises genéticas para confirmar identidades.

As Abuelas enfrentam um contexto adverso, com a atual administração cortando apoio financeiro e questionando a cifra de 30 mil desaparecidos. Villella ressaltou a urgência da busca, já que muitos netos têm entre 45 e 50 anos e as Abuelas estão envelhecendo. A mobilização da sociedade civil é vista como essencial para o sucesso da busca, que abrange um vasto número de registros.

O projeto representa um passo significativo na luta das Abuelas, que sempre se adaptaram às novas tecnologias. A utilização de inteligência artificial é vista como uma ferramenta crucial para acelerar a identificação dos netos ainda desaparecidos.

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