O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos de Minas Gerais, disse que pode deixar a política após seu mandato, que vai até 2030. Em um discurso, ele expressou seu desânimo com a dificuldade de aprovar projetos e a necessidade de fazer negociações políticas. Apesar de ser considerado um forte candidato ao governo de Minas em 2026, liderando pesquisas com 33% das intenções de voto, Cleitinho afirmou que não quer negociar cargos e que está pensando se vale a pena continuar na política. Ele mencionou que só tomará uma decisão sobre sua candidatura em 2026, dependendo do apoio do povo. Nos bastidores, aliados acreditam que ele pode ter dificuldades no Executivo, já que seu perfil é mais voltado para o Legislativo. Em Minas, a direita está dividida entre Cleitinho e o vice-governador Mateus Simões, que busca unificar seu partido.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou na última quinta-feira (9) que pode deixar a política após o término de seu mandato em 2030. Durante discurso na tribuna do Senado, ele revelou seu desencanto com o cenário político atual e a dificuldade em aprovar projetos. “Se a política continuar da forma que está, minha pretensão é não disputar eleição nunca mais na vida”, afirmou.
Apesar de ser considerado pré-candidato ao governo de Minas Gerais em 2026 e liderar pesquisas de intenção de voto com 33%, Cleitinho expressou dúvidas sobre sua continuidade na política. Ele criticou a morosidade na aprovação de mais de 300 projetos que apresentou, mencionando que frequentemente são solicitados adiamentos nas comissões.
Desafios e Reflexões
O senador também comentou sobre os desafios que enfrentaria caso decidisse concorrer ao Executivo. Ele destacou a necessidade de negociações políticas, afirmando que não aceitaria negociar cargos com a Assembleia Legislativa. “Vou conversar com Deus e com minha família para decidir se realmente compensa continuar na política”, disse.
Nos bastidores, aliados de Cleitinho consideram sua candidatura ao governo incerta, avaliando que seu perfil é mais adequado ao Legislativo. Ele é conhecido por suas críticas contundentes e por atuar como fiscalizador. A direita em Minas está dividida entre Cleitinho e o vice-governador Mateus Simões (Novo), que busca unificar o campo político.
Cenário Político em Minas Gerais
A indefinição de Cleitinho e a movimentação da centro-esquerda, que tenta convencer o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), a entrar na disputa, complicam ainda mais o cenário eleitoral. Cleitinho, que lidera as intenções de voto, afirmou que tomará uma decisão definitiva apenas em 2026, ouvindo a população antes de qualquer passo.
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