Edvaldo Santana destaca a falta de representatividade negra em temas como dinheiro, saúde e tecnologia na mídia brasileira. Ele observa que, mesmo com a presença de pessoas negras em programas, os especialistas geralmente são brancos. Santana compara a contribuição de negros no Brasil com a dos Estados Unidos, onde figuras como Martin Luther King e cientistas como Charles Drew são amplamente reconhecidos. No Brasil, ele menciona que apenas um negro, o geógrafo Milton Santos, aparece entre os principais cientistas, enquanto muitos outros, como Juliano Moreira e André Rebouças, são pouco conhecidos. Ele critica a forma como a história tem apagado as contribuições de negros, citando exemplos de figuras importantes que foram esquecidas. Santana também aponta que, apesar da abolição da escravidão, a desigualdade persiste, com a violência policial afetando desproporcionalmente a população negra. Ele conclui que, embora existam avanços, a luta contra a invisibilidade e a desigualdade continua.
Edvaldo Santana, professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina, destaca a falta de representatividade negra em discussões sobre dinheiro, saúde e tecnologia na mídia brasileira. Ele observa que, apesar de haver mais diálogos e menos opressão, a presença de profissionais negros nesses temas é quase inexistente.
Santana compara a contribuição de negros no Brasil com a dos Estados Unidos, ressaltando o apagamento histórico de figuras importantes. Ele menciona que, enquanto nos EUA há listas de cientistas e líderes empresariais negros, no Brasil apenas um negro figura entre os setenta maiores contribuintes para a ciência, o geógrafo Milton Santos.
O professor cita exemplos de contribuições significativas de negros na história do Brasil, como Zumbi dos Palmares e André Rebouças, que foram fundamentais em diversas áreas. Ele critica a forma como a história é contada, que frequentemente ignora a presença de negros como pesquisadores e inventores.
Além disso, Santana menciona o impacto da violência policial, afirmando que em 2024, dois mil setecentos e oitenta e dois negros foram mortos pela polícia, uma estatística alarmante que revela a continuidade da desigualdade racial no país. Ele conclui que, apesar de algumas mudanças, a luta contra o racismo e pela visibilidade dos negros na sociedade brasileira ainda é um desafio.
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