A CPI dos Pancadões foi criada na Câmara de Vereadores de São Paulo após disputas entre os vereadores. Liderada por Rubinho Nunes, a comissão vai investigar os bailes funks nas periferias e a falta de ação dos órgãos públicos em relação a esses eventos. Rubinho Nunes afirmou que essas festas clandestinas estão ligadas a problemas como tráfico de drogas e crime organizado. A vereadora Luna Zarattini sugeriu que a investigação também inclua bairros nobres e a poluição sonora causada pelo trânsito. A CPI é a única em funcionamento na Câmara, já que outras propostas foram barradas por disputas políticas. As reuniões da CPI acontecerão todas as quintas-feiras.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pancadões foi instalada na Câmara de Vereadores de São Paulo após intensas disputas entre governistas e oposição. A primeira reunião ocorreu nesta terça-feira, com a liderança do vereador Rubinho Nunes (União Brasil). O foco da investigação são os bailes funks nas periferias e a omissão de órgãos públicos na fiscalização desses eventos.
Nunes destacou que a CPI busca apurar quem “organiza e lucra com as festas clandestinas” e a relação dessas festas com o tráfico de drogas e o crime organizado. A proposta inicial, no entanto, gerou debate. A vereadora Luna Zarattini (PT) sugeriu que a investigação se ampliasse para incluir bairros nobres e a poluição sonora gerada pelo trânsito na cidade. “Para que a CPI não seja apenas para perseguição”, afirmou Zarattini, enfatizando a necessidade de buscar soluções em conjunto com as comunidades.
O colegiado é composto por Nunes, Zarattini, Lucas Pavanato (PL), Kenji Palumbo (Podemos), Sargento Nantes (PP) e Marcelo Messias (MDB). As reuniões estão agendadas para todas as quintas-feiras, das 11h às 13h. A CPI dos Pancadões é a única em funcionamento na Câmara, resultado de um impasse que impediu a instalação de outras comissões, como a que investigaria as enchentes no Jardim Pantanal e outra sobre fraudes em Habitações de Interesse Social (HIS).
A oposição alega que a base do prefeito Ricardo Nunes (MDB) atuou para barrar as CPIs que poderiam gerar desgastes ao Executivo. A Câmara é obrigada a ter pelo menos duas CPIs em funcionamento, o que levou à aprovação de outras comissões, incluindo a que investiga a empresa Tools for Humanity.
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